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Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 928

O botão de chamada de enfermeira na cabeceira da cama tocou.

— Eu vou buscar. — Elisa virou-se para sair.

Mas Carlitos de repente esticou a mão: — Não, a vovó não vai.

Oceana a chamou rapidamente: — Mãe, eu vou. Fique de olho nele.

Elisa teve que voltar e ficar ao lado de Carlitos.

Oceana saiu do quarto e foi até o posto de enfermagem.

— Desculpe, acabei de quebrar um termômetro sem querer. Espere alguns minutos, vou recolher os de outros quartos.

Disse a pequena enfermeira, enquanto limpava o termômetro quebrado.

Oceana assentiu: — Tudo bem, vou esperar aqui.

Ela ficou perto da janela, para evitar atrapalhar o trabalho dos outros.

Seu olhar passou pela janela, e ela foi pega de surpresa ao ver duas pessoas no jardim.

De costas para ela estava, surpreendentemente, Fernando, que havia descido há poucos minutos.

A mulher de frente para Fernando tinha cerca de um metro e sessenta de altura, era pequena, usava um vestido rosa, tinha um laço no cabelo e era delicada e bonita como uma boneca.

Oh, ela não era uma mulher, era uma garota.

Os olhos negros e brilhantes da garota estavam fixos em Fernando, e ela piscava sem parar. Ela dizia algo e, ao sorrir, duas covinhas surgiam em seu rosto.

Oceana desviou o olhar e viu seu reflexo embaçado no vidro.

Com o cabelo ondulado e roupas sensuais, parecia muito mais velha do que a garota.

Os homens deviam gostar das jovens.

Mesmo que Fernando tenha dito há poucos dias que gostava dela.

Isso não impedia que, em pouco tempo, ele se apaixonasse por outro tipo.

Ou talvez, porque já tinham dormido juntos, a novidade acabou?

— Que cara sem consideração.

Ela tirou o celular, tirou algumas fotos e, ainda não satisfeita, gravou um vídeo.

— Não é caminho. — Fernando disse.

O sorriso de Isabella diminuiu: — O vovô Moraes disse que você vai voltar para a Capital.

Fernando disse: — Eu vou dirigindo. O caminho é longo, e uma garotinha como você não aguentaria o tranco.

Ele planejava levar aquele carro, que ainda tinha o cheiro de Oceana, de volta.

As lembranças daquele carro seriam suficientes para sustentá-lo por muito tempo, sozinho, na Capital.

— Que bom. Eu tenho medo de altura, não gosto de andar de avião.

Isabella sorriu docemente. A garota nem percebeu o sentimento de rejeição de Fernando.

— Quando for sair, me avise antes. Eu preparo comida para a viagem.

Fernando franziu a testa: — Quando você planeja voltar?

Isabella disse: — Nestes próximos dois dias.

— Então você volta antes. Eu vou demorar mais alguns dias. — Dito isso, Fernando se virou e saiu.

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