Por causa da presença de Oceana, Henrique não achou conveniente dizer muitas coisas. Pediu que ela tomasse cuidado no caminho de volta e desligou.
Deixando o celular de lado, Henrique ligou pelo ramal e mandou Luiz entrar.
Luiz estava no meio do almoço e veio às pressas. — Senhor Ramos, precisa de mim?
— Como está a situação com a Família Carneiro ultimamente? — Henrique pegou o almoço e abriu um por um.
— O relacionamento entre pai e filho na Família Carneiro ainda está tenso. Felipe Carneiro parece estar com algum problema e quer muito que Ricardo volte, mas Ricardo se recusa!
Agora, todos os que falavam sobre o pai e o filho da Família Carneiro suspiravam de pena. Ninguém poderia imaginar que acabariam chegando àquele ponto.
Felipe era famoso por ser rigoroso, e, por acaso, acabou tendo um playboy como Ricardo.
A relação entre os dois não era boa desde a juventude de Ricardo.
Mas todos achavam que seria Ricardo quem cederia no final. Afinal, ele não tinha muitas habilidades e dependia da Família Carneiro.
Quem diria que Ricardo ficaria firme e preferiria sofrer lá fora do que voltar.
— Vá comprar o terreno em que a Família Carneiro está interessada e avise Felipe que tenho uma maneira de convencê-lo a fazer o Ricardo voltar.
Henrique não perdia nenhuma oportunidade: ao mesmo tempo em que resolvia o problema, também garantia o próprio lucro.
Luiz seguiu as ordens dele e, em poucos minutos, voltou com a resposta. — Felipe disse que, se conseguir encontrar um jeito de fazer Ricardo voltar, o Senhor terá os recursos da Capital de primeira mão.
Os lucros dos recursos de primeira mão eram incalculáveis, o que mostrava o quanto Felipe desejava desesperadamente a volta de Ricardo.
— Faça o que eu disse. Se o Ricardo não voltar, os recursos de primeira mão na Capital serão dele.
Henrique estava confiante.
Ele observava as pessoas de maneira rápida e implacável, sendo capaz de analisar os pontos fortes e fracos de alguém no menor tempo possível.
Eles não tinham tido muitas interações com Ricardo, mas conheciam-se profundamente.
— Senhor Ramos, por que está interferindo nos assuntos da Família Carneiro?
Luiz não entendia.
Henrique olhou para ele de soslaio. — Mariana.
Por não se verem há muito tempo, Noriel a achou um pouco estranha.
Antes de perceber o que estava acontecendo, ele recebeu um beijo e seus olhos se arregalaram, entrando em pânico.
Sabrina saiu do carro. Assim que trancou a porta, ouviu Noriel resmungar, prestes a chorar.
— Sou a tia, você não lembra da sua tia?
Mariana ficou frustrada ao vê-lo chorar.
— A memória das crianças é fraca, mas ele se acostuma depois de brincar um pouco. Você assustou ele.
Sabrina pegou Noriel e deu tapinhas nas costas dele de leve. Os grandes olhos escuros de Noriel observavam Mariana com desconfiança.
Ele tinha medo de que, no segundo seguinte, Mariana fosse correr de novo e arrebatá-lo dos braços de sua mãe.
— Preparei coisas gostosas para ele, entre logo!
Mariana levou-os para dentro da loja. — Ricardo disse que também vem.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!