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Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 957

— Ontem eu fui com ele comprar comida para o Noriel. Aproveitei enquanto ele não estava olhando para comprar mais algumas coisas escondida. Sendo tia, eu tinha que comprar mais coisas para a criança do que ele!

Mariana era extremamente competitiva em relação a isso.

De qualquer maneira, ela era a tia legítima de Noriel, enquanto Ricardo o chamava de afilhado a cada frase, embora os membros da Família Ramos não tivessem concordado.

Claro, era Sabrina quem decidia se Ricardo era ou não o padrinho.

— Vim procurá-la de propósito hoje.

Sabrina franziu a testa ao ouvir que Ricardo também viria.

Havia coisas que ela não podia dizer na frente de Ricardo.

— Antes de ele chegar, vamos conversar um pouco.

Mariana pegou um saco de salgadinhos e colocou Noriel no meio. — Então fale.

— Embora eu tenha falado bem de você para o seu irmão, eu só fiquei com medo de que ele te tratasse de modo grosseiro, piorando o relacionamento de vocês. Na verdade, o que você fez foi mesmo errado.

Sabrina também já tinha mencionado duas vezes com Mariana pelo Whatsapp.

O relacionamento entre as duas famílias era como água e azeite, e não importava se ela e Ricardo estavam se envolvendo ou não.

O problema era que ela, uma garota de família, fugiu de casa para se unir a um homem nos negócios. Se isso vazasse, estragaria sua reputação.

Se uma jovem de uma família comum fizesse isso, os vizinhos falariam sem parar pelas costas e ela seria afogada em fofocas.

Como ela era a filha da Família Ramos, quando as pessoas soubessem disso, ninguém saberia o que poderia acontecer, e os danos seriam grandes para a sua reputação.

— Cunha, eu entendo tudo isso.

Mariana assentiu. — Antes, me misturar com o Ricardo foi realmente um acidente. Mas agora...

Nesse ponto, ela hesitou e parou de falar.

Sabrina esperou um tempo, sem que ela continuasse a falar, e um pressentimento estranho subiu ao seu coração.

— O que tem agora?

— Ele está me cortejando...

— Afilhado, o pai chegou!

O garoto foi assustado, mas era corajoso o suficiente para não chorar.

— Eu vou para a cozinha preparar uns pratos e nós duas podemos colocar o papo em dia hoje.

Ricardo tirou a jaqueta, pendurou na cadeira e caminhou para a cozinha.

— Como assim "nós duas"? E eu?

Mariana revirou os olhos para as costas dele.

Ricardo nem virou a cabeça, apenas abanou a mão. — Você é criança. O que você sabe?

Mariana era apenas alguns anos mais nova que ele e o que menos suportava era ele a chamar de criança todo dia.

— Ele é tão irritante.

Mariana o ignorou e voltou a brincar com Noriel.

Ricardo foi à cozinha e deu algumas ordens, mas saiu de lá em menos de dois minutos.

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