Sabrina Batista vestiu um vestido preto e levou Noriel Batista para o encontro.
O hot pot do sul era famoso por ser apimentado, mas, infelizmente, Sabrina não comia pimenta desde a gravidez, e não conseguia mais comer pimenta agora.
As duas pediram uma panela dividida em dois sabores e sentaram-se em lados opostos, cada uma com uma criança pequena.
— O Henrique Ramos não te vigia? — Oceana Reis perguntava enquanto jogava bolinhos na panela. — Vamos para o bar mais tarde.
Sabrina olhou para ela.
— Mesmo que ele não me vigie, acha que podemos ir ao bar?
Ir ao bar com bebês no colo? Todo mundo ia olhar para a gente como se fôssemos atração de circo.
Enquanto os jovens dançassem na pista de dança, elas estariam no canto trocando as fraldas das crianças e tapando os olhos delas para que não vissem demais.
Aquilo seria apropriado?
— Eu já tinha dito para deixá-los em casa.
Quando saíram, Oceana havia sugerido não levar os pequenos, mas Sabrina recusara.
Não que a Velha Senhora Ramos não pudesse cuidar deles; era que Sabrina não conseguia se afastar da criança nem por um momento.
Aos sete ou oito meses, Noriel tinha crescido, ficara branquinho e gordinho. As feições dele pareciam uma versão miniatura de Henrique.
Mesmo tão novinho, já tinha um rostinho que deixava qualquer mulher babando.
Na última vez em que foram ao Mercado Selecto, uma garotinha de três ou quatro anos tinha se aproximado de Noriel e dado um beijo sonoro na bochecha dele.
Ela havia se sentido muito culpada por não ter protegido o 'primeiro beijo' do filho.
Agora que Noriel também era super apegado, ele ficava com os olhinhos vermelhos quando não a via, tornando ainda mais difícil ela deixá-lo.
— Você esqueceu como, quando estava no hospital, prometeu que seria uma boa mãe?
Oceana já tinha esquecido todo o sofrimento logo que o problema passou.
— Uma boa mãe também precisa ter seu próprio espaço pessoal.
Sabrina não conseguia argumentar contra ela.
— Você tem sempre a razão.
As duas foram conversando sobre tudo e nada, e na metade da refeição, Henrique fez uma videochamada.
Ao vê-la comendo fora novamente, o sorriso de Henrique diminuiu um pouco.
— Quando você vai voltar para a Capital?
A pergunta diária de rotina geralmente era feita depois de algumas formalidades, mas hoje ele perguntou logo de cara.
Oceana deu um riso de escárnio, olhando maliciosamente para Sabrina.
— Volte cedo para casa e me mande uma mensagem quando chegar.
A voz de Sabrina amoleceu inconscientemente:
— Se terminar o seu trabalho, vá dormir, não precisa me esperar.
Henrique apenas murmurou em concordância.
— Vou fazer horas extras esta noite. Não vou conseguir terminar tudo.
— Você voltou para a Família Ramos? — Sabrina notou que o escritório atrás dele parecia ser o da Vila de Ramos.
— Voltei, para lidar com os assuntos da Família Carneiro.
A sobrancelha de Henrique arqueou de leve.
— Viu as notícias?
Sabrina balançou a cabeça; a única notícia que ela viu naquela tarde, referente a Fernando Moraes, foi Oceana que lhe avisou.
— O que houve?
— O Ricardo Carneiro foi trancado. O Felipe Carneiro arranjou um casamento para ele e está pronto para forçar as coisas até o fim.
A ideia furada de trazer Ricardo de volta foi de Henrique, mas os passos seguintes foram decididos pelo próprio Felipe.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!