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Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 973

A família Couto não se opôs ao fato de Oceana voltar de repente para a Capital.

Inclusive, não acharam nada surpreendente.

Aproveitando que Oceana arrumava as malas, Elisa se aproximou de Sabrina.

— Sabrina, cuide da Oceana para mim. O temperamento dela me deixa apreensiva.

Sabrina moveu os olhos. — O Fernando disse algo a você antes de partir?

— Sim, não deu detalhes, apenas disse que as brigas internas da família Moraes são intensas e que temia que a Oceana se envolvesse se fosse para lá.

Elisa também sabia que Fernando tinha suas razões para precisar voltar para a Capital.

Do contrário, ela não teria deixado Fernando voltar para a Capital antes que ele e Oceana se casassem novamente.

— A Oceana disse que não vai voltar para a Capital atrás do Fernando.

Sabrina comentou baixo. — Mas o meio social da Capital é muito fechado para quem se conhece. O Fernando e o Henrique se conhecem, então acho que vamos ver o Fernando com certeza. Não podemos nos meter nas brigas da família Moraes, mas eu vou pedir para ela ficar calma.

Por alguma razão, ela sentia que algo iria acontecer nesta volta à Capital.

Fosse o caso de Ricardo com Mariana ou o lado de Fernando.

Elisa franziu a testa e suspirou. — Espero que ela mantenha a calma. O Lucas entra em férias daqui a dois meses e eu também irei à Capital.

— Está bem, não se preocupe muito. Eu ligo para avisar se acontecer algo.

Sabrina a tranquilizou um pouco.

Em apenas uns dez minutos, Oceana terminou de arrumar a bagagem e desceu, deu um grande abraço em Elisa e saiu correndo apressada.

A avó Ramos e todo o resto já estavam dormindo. Sabrina caminhou de ponta dos pés, guardou as duas malas e saiu sem fazer barulho.

Tarde da noite, ela não quis acordá-los. Telefonaria para eles assim que pousasse na Capital.

O tempo estava corrido. Quando chegaram ao aeroporto, faltava meia hora para o embarque e a checagem de segurança já havia começado. Viajar de avião com duas crianças era trabalhoso.

Após saírem do avião na Capital, provavelmente acordariam, então a noite delas seria trabalhosa.

Sabrina parou de insistir nisso, colocou a máscara e os tampões de ouvido. Mesmo sem sono, poderia descansar mantendo os olhos fechados.

A noite estava calma. As luzes do avião piscavam no céu escuro, enquanto ele voava direto da Cidade S até a Capital.

Três horas da madrugada. A noite de março na Capital era fria e o aeroporto estava vazio.

Sabrina carregou Noriel em um braço, arrastou as malas com a outra mão e parou na porta, sacou o telefone e ligou novamente para Henrique.

A chamada foi completada, e o homem atendeu com rapidez.

— Tão tarde, por que ainda não dormiu?

A voz de Henrique não soava como a de quem havia sido acordado, ele não devia ter dormido ainda.

— Por que a sua ligação não estava chamando? — Sabrina perguntou. — Você ainda está trabalhando?

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