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Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 983

Oceana ficou em silêncio por alguns segundos e gaguejou: — Eu... Para que vou a um coquetel de negócios? Não estou interessada.

— Pensei que você se interessaria pelas pessoas lá dentro.

Henrique insinuou algo.

Oceana fingiu não entender e acenou com a mão de forma indiferente. — Agora não me interesso por nada nem por ninguém, a não ser pelo que está acontecendo entre a Mariana e o Ricardo.

Henrique deu uma risadinha, com um leve traço de zombaria.

— Sabrina, controla ele. — Oceana virou-se para reclamar. — Em plena luz do dia, ele não vai trabalhar e fica atrapalhando nós duas em casa.

Sabrina lançou um olhar para Henrique. — Pronto, vá cuidar dos seus afazeres.

Oceana era uma pessoa que prezava pela imagem, e se continuassem a falar, ela ficaria com raiva.

Henrique ficou relutante, brincou mais um pouco com Noriel e só então foi para a empresa.

Mas ele havia esquecido um documento em casa. No meio do caminho, ligou para Sabrina.

— Leve os documentos para mim na empresa, não vai dar tempo de eu voltar para buscar.

— Onde...

Sabrina ia perguntar onde os documentos estavam.

Oceana, no entanto, zombou: — Com esse tom mandão que você usa, quem não te conhece acharia que a Sabrina ainda é sua secretária.

Do outro lado da linha, houve um silêncio de alguns segundos antes da voz de Henrique ser ouvida novamente. — Amor, por favor, leve os documentos para mim.

Oceana tinha a intenção de provocar, colocando-o em uma saia justa. A expressão de triunfo em seu rosto mal teve tempo de se formar antes de ser dissipada por aquele "amor".

Sabrina virou-se e subiu as escadas, sua voz um tanto pouco natural. — Fale logo, onde estão os documentos?

— Na primeira gaveta à direita, no escritório.

O olhar de Oceana, do andar de baixo, seguiu a figura de Sabrina até ela desaparecer na curva do terceiro andar.

Sabrina pegou os documentos, trocou de roupa e desceu as escadas. Levou Oceana e as duas crianças junto para o Grupo Quinto Andar.

— Você não vai subir para entregar os documentos pessoalmente? — Vendo a reação dela, a recepcionista parou de perguntar.

Sabrina balançou a cabeça. — Não. Por favor, leve lá para cima para mim. Minha amiga está me esperando, marcamos de comer juntas.

A recepcionista pegou os papéis e assentiu respeitosamente para ela.

— É uma honra, então vá logo cuidar dos seus assuntos.

Sabrina sorriu para ela, virou-se e foi embora.

A recepcionista era uma fofoqueira; no tempo em que demorou a entregar os documentos no andar de cima, passou por quase todos os departamentos.

Em menos de dez minutos, a notícia de que Sabrina havia voltado para a Capital já tinha se espalhado por toda a empresa.

O assunto não demorou a chegar aos ouvidos de Daniela.

Daniela estava com a cabeça fervendo. — O assunto da Mariana ainda não foi resolvido e a Sabrina voltou. Esses irmãos querem me matar de ansiedade?

Nos últimos dias desde que Henrique voltou à Capital, Antonio não tratava mais dos negócios oficiais. Com um raro tempo livre, preparou um bule de chá em casa.

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