As palavras que Rebeca Ribeiro estava prestes a dizer ficaram presas na garganta. Ela esboçou aquele sorriso falso típico de ocasiões formais e respondeu:
— O hospital é um lugar público, se vocês podem vir, naturalmente eu também posso.
Samuel Batista franziu o cenho, demonstrando certo desagrado com a resposta dela.
Por outro lado, Beatriz Luz pareceu lembrar de algo e perguntou a Rebeca:
— Então, um parente seu está mesmo doente?
Rebeca achou engraçada a pergunta.
Será que Beatriz pensava que, da última vez, ela mentiu sobre a doença de um familiar? Que teria inventado isso só para segui-los de propósito?
Quem, sem motivo algum, inventaria que alguém da família está doente?
Talvez Samuel Batista também pensasse o mesmo sobre ela.
Mas Rebeca Ribeiro já não se importava mais com os pensamentos ou opiniões dele.
Tudo o que queria era sair dali o quanto antes, por isso, não hesitou em passar pelos dois e seguir adiante.
Israel Passos ainda a esperava no mesmo lugar. Ao vê-la retornar, sorriu de leve:
— Eu estava me perguntando por que você demorou tanto. Agora entendi, foi comprar café.
— Não ia te deixar esperando à toa, né? — Rebeca respondeu, entregando-lhe o café.
— Deve estar quase na hora — disse Israel, consultando o relógio.
Desde que tinham entrado, já se haviam passado cinco horas.
Nenhuma notícia viera do centro cirúrgico nesse tempo. Israel tentou tranquilizá-la, dizendo que isso era um bom sinal — significava que a cirurgia transcorria bem.
O coração de Rebeca ficou um pouco mais aliviado.
Israel afagou seus cabelos:
— Vai dar tudo certo.
— Vai sim.
Rebeca também acreditava nisso.
Do outro lado do corredor, Beatriz Luz estava igualmente nervosa, olhando diversas vezes para a porta do centro cirúrgico.
— Samuel, estou tão ansiosa — disse ela, buscando conforto.
Samuel, porém, parecia distraído, olhando fixamente para algum lugar, sem responder.
— Samuel? — chamou Beatriz, um pouco mais alto.
Ele voltou a si:

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