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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 107

O ponto mais doloroso do coração de Hera foi atingido em cheio por Elena. Seu rosto se fechou e ela encarou a garota de forma sombria:

— Já que analisaram a minha situação com tanta clareza, o que vieram fazer aqui?

Enquanto lançava um olhar de repreensão à filha mais nova para que não falasse besteiras, Karina Andrade apressou-se em acalmar Hera:

— Hera, a Elena é impulsiva e fala sem pensar, não dê ouvidos a ela. A mamãe tem certeza de que a Família Cardoso tem um grande apreço por você. Do contrário, como deixariam uma empresa médica tão grande sob o seu comando?

Hera deu um sorriso frio:

— Não importa a minha situação, isso não tem nada a ver com vocês. Saiam logo daqui, antes que eu chame os seguranças para expulsá-las.

— Irmã, se quer saber, aproveite que o Norberto faz tudo o que você manda e te dá o que você quer, e trate de pegar logo o lugar da Sra. Cardoso de volta. De qualquer forma, os boatos já estão correndo por aí. Se não agir rápido, vai perder essa chance. — Com um sorriso cínico no rosto, Elena disparou mais algumas palavras chocantes.

Hera sentiu um calafrio na espinha. Tinha vontade de selar aquela boca com cimento; a garota realmente dizia qualquer absurdo.

"Se não calar a boca, eu costuro seus lábios", pensou Hera, mas jamais diria isso em voz alta. Ela apenas sondaria o terreno, passo a passo, até ter certeza de que tudo seria feito sem riscos.

— Elena, isso é assunto particular da sua irmã, não se intrometa — interveio Karina Andrade, tentando controlar a caçula.

Elena torceu a boca:

— Eu falei alguma mentira? Só estou pensando no bem dela. Claro, se quiser que eu fique quieta, só tem um jeito: me reconhecer como irmã. Assim, eu não falo mais nada. Mas, se não quiser ser minha irmã, então eu...

O chá que Hera segurava foi atirado diretamente no rosto de Elena, molhando-a dos pés à cabeça, com folhas de chá presas em seus cílios extravagantes.

— Você... — Elena, furiosa, fez menção de avançar nela.

Hera a advertiu severamente:

— Se ousar falar mais alguma besteira, eu acabo com a sua raça.

— Hera, não ligue para a sua irmã. Ela é nova, não sabe o que diz — disse Karina, assustada com a crueldade da filha mais velha, mas percebendo que ela era alguém ambiciosa, capaz de grandes feitos. Aquela visita talvez tivesse valido a pena.

— Ela já tem idade suficiente para responder criminalmente — retrucou Hera, friamente. — Saiam daqui logo. Vocês não são bem-vindas.

Ter uma irmã com uma língua tão solta era o maior medo de Hera, pois isso poderia arruinar seus planos. Era melhor expulsá-las o quanto antes.

Vendo que suas chances de conseguir ajuda estavam se esgotando, Karina Andrade decidiu jogar sua última cartada.

— Podemos transferir cinquenta por cento das ações da nossa empresa para você por um preço abaixo do mercado. Assim, quem mandará nos negócios da Família Lima será você. Só queremos salvar nosso patrimônio — disse Karina, ansiosa.

Um brilho fugaz passou pelos olhos frios de Hera. Ela estendeu a mão:

— Deixe-me dar uma olhada nos documentos da empresa.

Karina Andrade, que viera prevenida, entregou-lhe imediatamente os relatórios financeiros e administrativos que havia preparado.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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