Norberto lhe respondeu:
— Fui convidado por um amigo para a festa de comemoração da empresa dele.
— Posso ir junto? Eu também gostaria de fazer contatos no exterior e expandir os meus horizontes. — Hera rapidamente fez um olhar de expectativa. E a justificativa que deu tornava a recusa praticamente impossível, já que se baseava em motivos profissionais, e não pessoais.
Jessica levantou-se e aproximou-se:
— Leve a Hera com você. Ela é jovem, precisa ir a lugares movimentados e se distrair.
Surpreso, Norberto deu um sorriso:
— Achei que vocês duas iam sair para fazer compras, por isso não a incluí nos meus planos.
— Eu não estou mais no clima para compras. Pode levar a Hera para passear. — A programação original de Jessica era levar Hera e Delfina para fazer compras à noite. Como Tereza havia levado Delfina, a matriarca havia perdido toda a vontade de sair.
— Certo! Coloque uma roupa mais adequada, estarei esperando no carro. — Norberto acabou não recusando.
Com o coração radiante de alegria, Hera subiu direto para colocar um vestido de festa. Em pouco tempo, desceu usando um elegante vestido de gala bege.
— Vamos, Norberto! — Hera curvou-se com delicadeza e entrou no banco de trás do Rolls-Royce.
Eduardo tomou o assento do carona, e um comboio composto por seis carros de seguranças cruzou os portões da vila.
Durante o trajeto, Hera não tocou em assuntos particulares, muito menos no fato de Tereza ter levado Delfina. Em vez disso, começou a expor questões de trabalho relacionadas à Apex e a pedir a orientação de Norberto.
Norberto dava os seus conselhos profissionais, e Hera escutava com a mais absoluta atenção.
Ainda no caminho, Hera descobriu quem era o magnata anfitrião daquela festa de comemoração. Tratava-se de uma figura amplamente conhecida em seu país de origem.
Enquanto isso, logo que Tereza e Flávio chegaram ao hotel, receberam uma ligação.
Eram alguns antigos professores de Flávio. Ao saberem que ele estava no exterior, resolveram marcar um jantar para colocar a conversa em dia.
Flávio já queria há muito tempo apresentar aqueles professores à filha. Vendo ali a oportunidade perfeita, perguntou se Tereza gostaria de acompanhá-lo.
Tereza olhou para a mãe. Filomena, observando o sono pesado de Delfina, opinou:
— Vão vocês. Eu fico no hotel cuidando da Delfina. Só não voltem muito tarde.
Tereza contemplou o rostinho adormecido da filha. Imaginando que ela não acordaria tão cedo, concordou em sair com o pai.
Pai e filha pegaram um táxi até o hotel combinado. Ao entrarem, depararam-se com um imenso lustre de cristal que brilhava como uma constelação.
Nas paredes do corredor, as pinturas a óleo exibiam uma mistura de abstração e realismo.
Assim que desceram do carro, Tereza e o pai seguiram em direção à sala reservada, envolvidos em uma boa conversa.

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