Norberto achou que havia algo de errado com a visão de Eduardo e, por isso, sugeriu:
— Se a sua visão não está muito boa, recomendo que vá ao médico.
Eduardo ficou sem palavras.
Desde quando o Diretor Cardoso tinha começado a ofender as pessoas?
Eduardo achou melhor não falar mais nada. No entanto, ele não queria ver a Apex ser rebaixada publicamente por conta daquilo. Sendo assim, ele perguntou:
— Diretor Cardoso, o senhor quer que o departamento de relações públicas emita um comunicado? Se essas fofocas sobre a Diretora Lopes continuarem se espalhando, receio que isso seja prejudicial para a Apex.
Norberto franziu as sobrancelhas, mas, após apenas um momento de reflexão, declarou:
— Não é necessário.
Em sua mente, Norberto acreditava que Hera precisava daquela negatividade para forjar o seu caráter. A vida dela ainda seria longa, e se ela não suportasse um golpe tão pequeno, significaria que era frágil demais.
Em comparação, a força interior de Tereza já era grandiosa até demais.
Eduardo hesitou por um segundo, assentiu e saiu.
Eram pouco mais de seis da tarde quando Henrique reservou uma grande sala privativa para comemorar com Tereza e os membros da equipe dela.
Era um bistrô exclusivo, com excelente reputação e culinária impecável, localizado ao lado do parque, na zona oeste da cidade. Foram arrumadas duas mesas, acomodando cerca de vinte pessoas.
Tereza sentou-se na mesa principal, com Delfina ao seu lado.
A garotinha vestia um vestido florido, com os cabelos amarrados no estilo princesa. Seus longos e macios fios chegavam até a cintura, e seu rostinho exibia uma expressão que misturava alegria e orgulho.
Desde que entrara com a mãe até o momento em que a comida foi servida, ela ouvia todas as pessoas ao redor elogiando a competência de Tereza.
Muitas pessoas também se aproximavam para fazer brindes com a sua mãe. No entanto, como Tereza estava dirigindo, ela não bebia álcool, limitando-se a tomar chá.
Ao ver todos erguendo suas taças em uma atmosfera vibrante, Tereza levantou a sua xícara de chá. Delfina, por sua vez, pegou o seu copinho de leite, tirou os sapatos, ficou em pé na cadeira e foi envolvida pelos braços da mãe.
— Não fiquem apenas me elogiando. Este é o resultado do nosso esforço conjunto, é uma glória que pertence a todos nós.
Eusébio, que estava ao lado, acenou com a mão.
— Dra. Leal, a senhora é modesta demais. Se não fosse pela sua orientação paciente, como saberíamos qual caminho seguir? O esforço não é nada diante do talento verdadeiro.
Delfina ouvia sem entender muito bem, mas com os olhos brilhando. Ela encostou no ouvido de Tereza e sussurrou:
— Mamãe, todo mundo está te elogiando. Você é mesmo tão incrível assim?
Tereza olhou para ela com um sorriso.
— Só um pouquinho incrível. No futuro, você será ainda melhor do que eu.
— É verdade? Então, quando eu crescer, também quero fazer o mesmo trabalho que a mamãe. Eu também quero receber elogios de todo mundo. — Foi naquele exato momento que Delfina traçou os seus objetivos e aspirações para o futuro.
Ao ouvir aquelas palavras, Tereza deu uma risada espontânea. Ter uma filha tão adorável já fazia com que sua vida parecesse perfeita; qualquer outra coisa que conseguisse seria apenas a cereja do bolo.
Ela inclinou-se e beijou a testa de Delfina, jurando silenciosamente a si mesma que, se a filha quisesse seguir por aquele caminho, ela faria absolutamente de tudo para ajudá-la a realizar o seu sonho.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido