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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 356

Tereza segurava o celular sem dizer nada. Agora ela nutria uma profunda aversão por Hera. Por conta disso, não queria saber de absolutamente nada relacionado a ela.

Contudo, a história sobre ela ter jogado água no rapaz do encontro não deixava de ter o seu lado curioso.

Uma filha adotiva, vivendo de favor na casa dos outros, na teoria deveria ser a pessoa que mais soubesse ler os ânimos alheios. Como ela se atreveria a jogar água em alguém? Com certeza, havia alguém poderoso a acobertando.

Tereza já conseguia perfeitamente visualizar aquela cena.

— Vovó, esses são os problemas dela. Eu não tenho muito interesse em saber. — Tereza deixou sua posição bem clara.

Tendo testado a reação dela, a senhora riu e continuou:

— Eu sei que você tem uma grande antipatia pela Hera. Essa menina tem pensamentos complexos, é ardilosa e gosta de se fingir de boa pessoa. O pior de tudo é que ela dissimula tão bem que os outros à sua volta não conseguem notar. Eu a vi crescer e a conheço bem. Mas tem um detalhe: ela pode ser cheia de esquemas, mas não tem uma má índole...

Quanto a essa última parte, Tereza discordava veementemente.

No próprio dia do velório do marido, ela ousou pedir um filho ao cunhado. Isso não seria considerado maldade?

Qual mulher normal seria capaz de cometer um ato tão baixo e desprovido de qualquer escrúpulo?

Quando Alarico Cardoso ainda era vivo, a mimava como a joia mais preciosa do mundo. Ninguém tinha a coragem de ofendê-la. Bastava que os olhos dela marejassem para que Alarico passasse metade do dia tentando consolá-la.

Tereza costumava invejá-la. Chegou a pensar que ela própria e Norberto tivessem um sentimento recíproco e estivessem em sintonia, sendo o casal mais lindo do mundo. E, secretamente, nutria a esperança de que Norberto seria igual ao irmão mais velho, um homem que mimaria a sua esposa.

Mas, para a sua surpresa, assim que a morte levou o marido, até mesmo os sentimentos foram descartados num piscar de olhos.

O que aconteceu naquele dia havia destruído completamente a visão de mundo de Tereza. Isso a fez, por um instante, duvidar da própria vida e da ordem e das regras desse mundo. Mais tarde, porém, ela aos poucos aceitou o fato de que era simplesmente a índole de Hera que era corrompida.

— Vovó, eu tenho outras coisas para resolver agora. Quando eu voltar ao país...

— O Norberto concordou. Ele mesmo vai ajudar a arranjar um candidato de primeira linha para a Hera. Tereza, eu sei quais são as suas preocupações. Não se aflija, aproveite a sua viagem em paz. Por aqui, eu tomo conta de tudo para você. Quando você voltar, todas essas situações incômodas já estarão resolvidas. — A senhora não foi explícita em alguns pontos, mas em todas as entrelinhas, buscava tranquilizar Tereza.

Ao escutar aquelas palavras, os lábios de Tereza se curvaram em um leve repuxo, e seus olhos transbordaram de ironia.

Que tipo de peça teatral o Norberto estava encenando agora?

Arranjar pessoalmente um pretendente? Ele teria coragem para tanto?

— Vovó. — Tereza, compreendendo a intenção da senhora, respondeu com gratidão: — Muito obrigada pelo consolo. Vou desligar agora.

A velha senhora, no entanto, ainda captou a frieza no tom de Tereza. Ela não insistiu no assunto; apenas lhe deu mais alguns conselhos rotineiros antes de encerrar a chamada.

Segurando o celular, Tereza viu Delfina vindo em sua direção aos saltinhos. Suas trancinhas já estavam prontas, presas com duas presilhas adoráveis em formato de coelhinhos.

— O que a bisavó disse para você? — Delfina perguntou com curiosidade.

Capítulo 356 1

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