Tereza olhou para os colegas ao redor, que também observavam a cena com curiosidade.
Ela pousou o garfo e seguiu Jessica para fora da clínica. Ao sair, percebeu que ainda vestia o jaleco branco, mas não se importou e continuou caminhando atrás de Jessica. Não muito longe dali, havia uma cafeteria bem agradável. Jessica empurrou a porta e entrou, dirigindo-se diretamente a uma sala privativa.
Tereza, com as mãos nos bolsos, hesitou por um instante, mas acabou abrindo a porta e entrando.
Jessica já estava sentada. Vestia roupas de alta-costura, com o cabelo preso. A maquiagem em seu rosto estava mais pesada que o normal e, aparentemente por falta de descanso, havia olheiras escuras sob seus olhos.
O garçom entrou para anotar o pedido, e ela simplesmente pediu duas xícaras de café.
Tereza entrou e sentou-se de frente para ela, perguntando com tranquilidade:
— Mãe, o que a senhora quer falar comigo?
Jessica desviou o olhar para a janela, parecendo não querer olhar para o rosto dela. Assim, um silêncio tomou conta da pequena sala.
Tereza também abaixou a cabeça.
Jessica finalmente quebrou o silêncio:
— Tereza, você vai se divorciar do Norberto, é isso mesmo?
Tereza olhou para ela e assentiu:
— Sim.
Jessica reprimiu a raiva:
— Então me diga, por que quer o divórcio? A Família Cardoso a tratou mal?
Tereza ficou em silêncio por um instante, antes de responder em um tom sereno:
— Não, é que nós não somos compatíveis. Não há sentimentos entre nós.
Ao ouvir isso, Jessica soltou uma risada fria no mesmo instante:

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