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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 487

— O quê?! — O baque foi tão grande que Jessica e a avó Cardoso cambalearam ao mesmo tempo. As pernas de ambas fraquejaram, mas Dona Lídia foi rápida o suficiente para amparar firmemente a matriarca.

Norberto, por sua vez, segurou o braço da mãe e virou-se para o médico:

— Doutor, não existe nenhuma outra alternativa?

O médico olhou para Norberto, deduzindo que ele fosse o pai das crianças:

— Sinto muito, mas o estado de saúde da sua esposa é delicado. A desnutrição, somada a fortes picos emocionais, causou uma hipóxia fetal. No momento, realizar a redução para salvar o outro feto é a nossa única esperança. E mais, os senhores precisam chegar a um consenso e nos dar uma resposta o quanto antes.

— Ela não é minha esposa, é minha irmã. — Norberto esperou o homem terminar de falar para corrigir o equívoco.

O médico pareceu um tanto constrangido antes de prosseguir:

— O estado da sua irmã requer cuidados, mas o procedimento em si apresenta baixo risco, desde que haja repouso absoluto no pós-operatório. Caso contrário, o feto sobrevivente correrá sério risco de infecção. Decidam-se rápido; a cirurgia precisa ser feita hoje.

Norberto trocou olhares com a mãe e a avó, cujos rostos beiravam à palidez.

Sabendo que elas estavam em estado de choque devido àquela notícia devastadora, Norberto tomou as rédeas da situação e assentiu:

— Faremos o procedimento. Onde preciso assinar?

No interior do quarto, Hera já fora informada sobre a ausência de batimentos cardíacos de um de seus bebês e jazia na maca, tremendo de pavor. Desesperada, ela implorou ao médico para que pudesse ver a sua família. O médico foi até o corredor comunicar o pedido, e Norberto acompanhou Jessica para dentro do quarto.

— Hera, o que aconteceu com você? Estava tudo correndo tão bem... como é possível que o coraçãozinho dele tenha parado de bater? Como isso foi acontecer? — Jessica indagou, afogando-se em lágrimas.

Norberto fixou o olhar no rosto lívido de Hera, com a testa profundamente franzida.

Hera estendeu a mão na direção deles, ansiando agarrar-se a alguém:

— Norberto... Eu também não faço a menor ideia do porquê de tudo isso. Eu estou apavorada. Se esses bebês morrerem, eu morro junto com eles. Estou com tanto medo...

Enquanto falava, suas lágrimas caíam sem controle. Jessica rapidamente agarrou a mão estendida, tentando instilar o máximo de força possível nela:

— Hera, me escute. Você precisa parar de chorar e ser forte agora. Mesmo que reste apenas um bebê, ele continuará sendo a única lembrança viva que você tem do Alarico. Pelo amor de Deus, tente manter a calma, eu te imploro!

Hera mordeu os lábios, concordando com a cabeça numa falsa demonstração de bravura. Contudo, seus olhos marejados continuaram fixos em Norberto.

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