Tereza estava dirigindo a caminho de seu encontro com Tristan, um concerto arranjado por Dona Ester.
Tratava-se da apresentação de uma banda de renome internacional que aconteceria no Centro Cultural e de Artes.
Tereza também ansiava muito por aquele show, e com o convite pronto providenciado por Dona Ester, não tinha como não aceitar.
Assim que ela estacionou o carro no pátio, o celular tocou: Hera Lopes.
Ler aquele nome na tela do celular trouxe uma velha sensação de repulsa revirando seu estômago.
A mulher parecia não desistir e já ligara duas vezes consecutivas. Como Tereza não podia manter o aparelho desligado para ligações de emergência de trabalho, decidiu atender de vez para depois bloqueá-la e tirá-la para sempre de sua vida.
Ao atender, ouviu a voz trêmula e rouca de Hera: — Tereza, sei que você não quer nem ouvir o som da minha voz agora.
— Desembucha logo. Não estou com tempo sobrando para aturar o seu teatro de coitada. — Retrucou Tereza, seca e direta.
— Na verdade... Eu te liguei para pedir perdão. — Hera vacilou, mas terminou cedendo. — Fui muito tola no passado. Eu nunca devia ter instigado briga entre você e o Norberto, muito menos tentado estragar o seu casamento. Enxergo os meus erros agora. Você pode me perdoar?

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