Entrar Via

Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 669

A fogueira dos horrores repousou num silêncio profundo, num vazio sepulcral.

A carnificina luxuriosa tornava a paisagem imunda esteticamente tentadora.

Sebastião revestiu o trono de glória de forma rápida e esmagadora, vestindo os ternos mortais enquanto as amarras corporais de Luana continuavam banhadas no esmagamento submisso e vergonhoso de quem carrega a dominação opressiva.

O machão implacável cravou os dentes de despedida, soprando nas mechas afogadas: "Seja mansa e rasteje nas sombras... vou para a arena."

Com a escuridão abandonada pela fúria letal dele, Luana empurrou as costuras violadas até os ombros opacos e congelados. Desabando dos lençóis manchados, atirou-se no gélido com as feridas expostas e botou fogo nos cilindros cancerígenos da paz, soltando os fantasmas do pulmão fraco nos quadros fúnebres dos tapetes esverdeados da natureza irretocável.

A carcaça morta do telefone soltou flashes, recebendo os corvos enviados por Paloma:

"Irmãzinha cadavérica... Jogamos os trapos na fortaleza abissal do Tio Lucius. Os salões sangram opulência. Não fará as honras de cruzar o cemitério e adentrar no céu?"

A rejeição imediata da vida era lei e as garras da apatia negavam o pedido nas vísceras, mas rastejar pelos novos escombros na monotonia sem dor caberia num castigo silencioso.

A fera colateral que emergiu de céus diabólicos carecia de peças fundamentais em seu quebra-cabeças paralisante e oco.

Com o passaporte macabro nas pontas dos dedos mandado por Paloma, a carcaça de Luana despencou na mansão descomunal. A caçula afrouxou os portões. Os pátios eram cemitérios colossais cravejados na corrupção sem limites do ouro perverso de Lucius, cuja grandeza estraçalhava qualquer previsão mortal.

No saguão enevoado pelo topo superior, fileiras abissais de cães em jalecos esmagavam o chão sagrado, onde o curandeiro letal retalhava os diagnósticos fúnebres sob os destroços vivos que era Vânia atirada.

O imperador diabólico arrancara as cordas miseráveis daquela senhora doente e atulhara curandeiros das catacumbas globais no conforto obscuro dela, um atestado flagrante das correntes sangrentas em seu peito assassino.

Os porcos finalizando o massacre diagnóstico sussurraram na sombra pesada de Lucius Dias:

— Sr. Lucius. O carretel biológico está imaculado para o fim mortal. O declínio monstruoso mora no cérebro frágil encharcado de toxinas invisíveis de origem psicológica.

As hordas brancas bateram em retirada dos campos do inferno e o gigante tirânico mandou os subalternos clamarem as artes da torturadora mental Dra. Júlia, cujas facas de terapia abatiam hordas infindáveis.

Sendo ela convocada, desceu a lâmina das mãos opressoras nas correntes mentais e puxou os escombros de Vânia num sepulcro isolado.

O titã afogou em fogo o próprio pulmão opaco de veneno nos confortos rasgados pelo tabaco, exalando as dores contidas antes de Luana deslizar sua invisibilidade sem emoção e grunhir:

— Tio Lucius.

Lucius atirou uma lança com a fenda sombria dos olhos fúnebres.

— Desceu as camadas do esgoto para nos vigiar?

— Sim.

Num colapso paralisado encostado à fera maior, escondeu a morte na língua de trapos por rápidos abismos cósmicos antes de fatiar o oxigênio:

— Os rios dos demônios nos guiam numa emboscada verbal... permite?

O diabo espancou o cinzeiro fúnebre.

— O poço letal ferve num holocausto de ódio contra Neusa Barbosa. As horas fúnebres não perdoam... Ela desmoronará rápido num caixão... Podem as tropas demoníacas globais frear a chacina nas masmorras dos Lemos, tio?

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais