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Toques Proibidos: Prazer em Série romance Capítulo 271

Robert acordou cedo no apartamento do Itaim Bibi. Mariana ainda dormia ao seu lado, o corpo marcado por chupões, arranhões e leves hematomas das algemas. Ele a observou por um momento, sentindo uma determinação feroz crescer no peito. Não iria embora. Não iria perdê-la.

Às 8h30, ele já estava na sala de Marcos Oliveira.

— Eu não vou aceitar a transferência — disse Robert, sentando-se sem ser convidado. Sua voz era calma, mas inegociável. — Estou disposto a pedir demissão hoje mesmo se for necessário. Mas não vou voltar para Nova York.

Marcos cruzou os braços, surpreso com a firmeza.

— Robert, você está jogando sua carreira fora por causa de um caso?

— Não é um caso — respondeu ele, olhando diretamente nos olhos do chefe. — Eu amo a Mariana. E ela me ama. Isso não é algo passageiro. Se o banco não permite relacionamento hierárquico, então eu saio da posição de diretor. Posso aceitar um cargo menor, posso até virar consultor externo. Mas eu não vou embora do Brasil.

Marcos ficou em silêncio por quase um minuto, avaliando o homem à sua frente. Finalmente, soltou um longo suspiro.

— Você é um dos melhores diretores financeiros que já passaram por aqui. Seria um desperdício te perder. Vou negociar com a matriz em Nova York. Podemos reestruturar sua posição. Você perde o título de “Diretor Regional”, mas pode ficar como Head de Fusões e Aquisições para a América Latina, reportando diretamente a mim, sem hierarquia direta sobre a Mariana. O RH vai exigir que vocês assinem um documento de relacionamento consensual. E vai haver uma investigação formal. Isso não vai ser fácil.

Robert assentiu.

— Eu aceito todas as condições. Só quero ficar em São Paulo.

Marcos balançou a cabeça, quase sorrindo.

— Você realmente está apaixonado, hein?

— Mais do que isso — respondeu Robert. — Ela é o motivo pelo qual eu quero ficar no Brasil.

Enquanto isso, no andar da equipe, Mariana enfrentava as consequências que mais temia.

Assim que chegou, percebeu os olhares. Sussurros. Risadas abafadas. Ricardo Lombardi não perdeu tempo — havia espalhado a história de forma cirúrgica. “A analista e o gringo”, “trepando no rooftop”, “o diretor vai ser mandado de volta por causa dela”.

Duas colegas do time de riscos pararam de falar quando ela passou. Uma estagiária a olhou com um misto de inveja e julgamento. No banheiro feminino, ouviu claramente duas vozes:

— Dizem que ela usou o corpo para subir no projeto da fusão…

— Coitada. Quando ele voltar pra Nova York, ela vai ficar com a fama de vadia do banco.

Mariana trancou-se em uma cabine e chorou em silêncio por cinco minutos. Depois secou as lágrimas, retocou a maquiagem e voltou para sua mesa com a cabeça erguida.

Às 11h20, recebeu uma convocação do RH. A reunião foi fria, burocrática e humilhante. Explicaram as regras, pediram que ela assinasse um termo de relacionamento consensual e avisaram que sua promoção para Gerente Sênior de Riscos estava suspensa por seis meses “devido ao conflito de interesse”.

Quando saiu da sala, Mariana estava tremendo. Não de vergonha. De raiva.

No final da tarde, Robert a encontrou na sala de reuniões 19B — o mesmo lugar onde tudo havia começado. Ele fechou a porta e a abraçou forte. Mariana desabou contra o peito dele.

— Eles estão me tratando como se eu fosse uma oportunista — disse ela, a voz abafada contra a camisa dele. — Como se eu tivesse dormido com você para crescer na carreira.

Robert acariciou seu cabelo, beijando o topo da cabeça.

— Eu sei. Estão fazendo o mesmo comigo. Mas eu conversei com o Marcos hoje de manhã. Eu não vou embora. Vou abrir mão do cargo de diretor. Vou ficar aqui, em São Paulo, com você. Mesmo que eu tenha que começar de baixo novamente.

Mariana ergueu o rosto, os olhos brilhando de emoção.

— Você faria isso por mim?

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