Três semanas haviam se passado desde que assumiram o relacionamento abertamente e a vida no banco mudou. Os olhares e sussurros diminuíram. Alguns colegas ainda comentavam, mas a maioria havia aceitado. Robert agora ocupava o cargo de Head de Fusões e Aquisições, reportando diretamente a Marcos. Mariana continuava como analista sênior, mas com mais autonomia e respeito. A promoção suspensa seria revisada em três meses.
Eles decidiram morar juntos.
O apartamento de Mariana em Pinheiros foi reformado — paredes repintadas, uma nova cama king size, uma cozinha maior e uma varanda com luzes penduradas. Nina, a gata, finalmente aceitou Robert como parte permanente da família.
Era uma sexta-feira à noite. O apartamento cheirava a jasmim e ao curry tailandês que haviam pedido para delivery. As luzes eram baixas. Uma playlist suave de MPB tocava ao fundo — Ney Matogrosso, Djavan, Marisa Monte.
Mariana saiu do banho enrolada em uma toalha branca. O cabelo ainda estava molhado, caindo em ondas úmidas sobre os ombros. Robert estava na cozinha, sem camisa, apenas de calça de moletom cinza, servindo duas taças de vinho branco gelado.
Quando ele se virou e a viu, o desejo veio imediato, mas diferente agora.
Não era mais a urgência desesperada de antes. Era um desejo maduro, profundo, misturado com uma intimidade que os dois haviam conquistado depois de tanta turbulência.
— Vem aqui — disse ele, estendendo a taça.
Mariana se aproximou, deixou a toalha cair no chão e pegou a taça nua. Beberam olhando nos olhos um do outro.
— Eu ainda não me acostumei — confessou ela, sorrindo de lado. — Acordar com você todos os dias, chegar em casa e te encontrar aqui… parece um sonho.
Robert pousou a taça, segurou a cintura dela e a puxou contra o corpo. A pele ainda estava quente do banho.
— É real — murmurou ele, beijando seu pescoço devagar. — Você é minha. Eu sou seu. Sem mais esconderijos.
O beijo começou lento, carinhoso. Línguas se encontrando com calma, saboreando uma à outra. Mas logo o fogo familiar acendeu. O beijo ficou mais profundo, mais molhado, mais sujo.
Robert a levantou com facilidade. Mariana enlaçou as pernas na cintura dele enquanto ele a carregava até a bancada da cozinha reformada. Sentou-a ali, abriu suas pernas e se ajoelhou entre elas.
— Quero te comer devagar hoje — disse ele, olhando para cima enquanto beijava a parte interna das coxas. — Mas também quero te chamar de putinha enquanto faço isso.
Mariana estremeceu de prazer com a palavra.
— Então me chama… — sussurrou ela, já molhada.
Robert lambeu sua buceta com calma, quase reverência. Língua larga subindo e descendo, circulando o clitóris, penetrando devagar. Ao mesmo tempo, ele falava sacanagens em português, a voz rouca contra a carne molhada:
— Que buceta gostosa… minha putinha deliciosa… você fica tão molhada pra mim…
Mariana gemeu, segurando a cabeça dele com as duas mãos, rebolando devagar contra sua língua. O sexo era carinhoso e sujo ao mesmo tempo — ele a chupava com devoção, mas as palavras que saíam de sua boca eram cruas, possessivas, excitantes.
Depois de fazê-la gozar uma primeira vez na cozinha (um orgasmo lento e profundo, com ela tremendo e gemendo o nome dele), Robert a carregou para o quarto.
Deitou-a na nova cama e subiu sobre ela. Entrou devagar, centímetro por centímetro, olhando nos olhos enquanto a penetrava. Quando estava completamente dentro, parou, sentindo-a pulsar ao redor dele.
— Eu te amo — disse ele, a voz grave.
— Eu te amo mais — respondeu Mariana, puxando-o para um beijo.
Eles fizeram amor com intensidade crescente. Robert metia fundo, mas com controle, girando os quadris, roçando o ponto certo dentro dela. Mariana cravava as unhas nas costas dele, gemendo contra sua boca.

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