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Toques Proibidos: Prazer em Série romance Capítulo 273

O apartamento em Pinheiros estava silencioso e acolhedor naquela noite de domingo. Eram quase 22h. A reforma havia terminado há pouco mais de uma semana, e o espaço agora parecia realmente um lar — plantas novas na varanda, quadros nas paredes, fotos dos dois juntos sobre a estante. Nina dormia enrolada em uma poltrona no canto da sala.

Mariana havia acendido várias velas perfumadas de baunilha e sândalo. A luz dourada e tremulante dançava pelas paredes, criando uma atmosfera íntima e calma. Eles estavam deitados na nova cama king size, nus, cobertos apenas por um lençol leve. Robert traçava círculos lentos nas costas dela com a ponta dos dedos. Mariana tinha a cabeça apoiada no peito dele, ouvindo o batimento constante de seu coração.

Era um dos raros momentos de paz absoluta desde que haviam assumido o relacionamento. Sem pressa. Sem medo de serem descobertos. Apenas os dois.

— Em que você está pensando? — perguntou Mariana baixinho, a voz suave contra a pele dele.

Robert demorou alguns segundos para responder. Sua mão subiu até o cabelo ondulado dela, acariciando-o com carinho.

— No futuro — disse ele finalmente. — No nosso futuro.

Mariana ergueu o rosto para olhá-lo. À luz das velas, seus olhos castanhos pareciam ainda mais profundos.

— E o que você vê?

Robert respirou fundo, organizando os pensamentos. Sua voz saiu calma, mas carregada de emoção:

— Eu vejo nós dois aqui. Neste apartamento. Ou talvez em uma casa maior, com um quintal para Nina caçar borboletas. Vejo a gente viajando pelo Brasil — Rio, Bahia, Gramado, Fernando de Noronha. Vejo você sendo promovida, porque você merece. E eu… eu vejo a mim mesmo ficando. De verdade. Não como expatriado. Como alguém que escolheu este país.

Ele fez uma pausa, segurando o queixo dela com delicadeza.

— Eu quero ficar no Brasil por você, Mariana. Não por causa do banco, nem do projeto, nem do salário. Eu quero ficar porque minha vida faz sentido aqui. Com você. Eu te amo de um jeito que eu nunca amei ninguém. E eu não quero mais viver em um lugar onde você não esteja.

Mariana ficou em silêncio. Seus olhos encheram-se de lágrimas rapidamente. Uma escorreu pela bochecha e caiu no peito dele.

— Robert… — a voz dela falhou.

Ele limpou a lágrima com o polegar.

— Não precisa chorar, amor.

— São lágrimas boas — disse ela, sorrindo entre o choro. — Eu passei tanto tempo com medo… medo de te amar demais, medo de você ir embora, medo de que isso tudo fosse apenas uma paixão intensa que acabaria quando a realidade batesse. Mas ouvir você dizer que quer ficar no Brasil por mim… que escolheu ficar aqui… isso me emociona de um jeito que eu nem consigo explicar.

Ela se apoiou nos cotovelos, o lençol escorregando e revelando seus seios. As lágrimas ainda escorriam, mas seu olhar era de pura entrega.

— Eu também te amo. Mais do que eu imaginava ser capaz de amar alguém. Você chegou na minha vida como um gringo sério, de terno, com sotaque engraçado… e transformou tudo. Me fez sentir desejada, respeitada, amada. Me fez querer ser melhor. E agora eu não consigo imaginar meu futuro sem você ao meu lado.

Robert puxou-a para cima dele. Seus corpos se encaixaram naturalmente. Ele a beijou devagar, com uma ternura profunda, saboreando cada segundo. O beijo não tinha pressa. Era cheio de gratidão, de promessas silenciosas, de amor maduro.

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