Renata escureceu a visão e nem moveu o rosto.
— Tudo bem, já vi. Pode ir.
— Pode deixar com a senhora.
Camilo sorriu e lembrou de algo antes de sair; virou e começou: — É que o Sr. Lopes...
— Camilo. — Renata ergueu os olhos fria. — Estou ocupada.
E a resposta dele morreu na garganta, tirando os olhos de cima.
E se deparou com o trabalho aberto na mesa.
Foi a Renata que fez esse projeto?
Tinha ficado bem caprichado.
E ele lembrava muito bem que ela não desenhava.
Ele trancou a testa e saiu cheios de questionamentos em mente.
O Sr. Lopes sabia disso?
...
A porta fechou suavemente.
A leveza no rosto de Renata sumiu na hora.
Pegou o celular e fotografou a pérola. E enviou para o dono da loja revender.
O dono retrucou impressionado: [Senhorita Renata, se meus olhos não estão me enganando, isso aqui é item raro. Uma dessas custa uns seis dígitos! Vai passar para a frente assim?]
Tempos atrás, com os presentes de Wilson, ela trataria tudo aquilo a pão de ló.
Mas agora, tudo tinha virado descarte.
Conhecia bem a dificuldade dos homens. E o dinheiro não tinha segredos. Não enganava, não machucava.
Renata: [Para vender!]
O dono engoliu a desconfiança: [Aposto que seu marido comprou, não foi? E quando ele for atrás, o que você diz?]
Renata parou; a primeira opção era que Wilson não se metia na sua vida privada.
A segunda é que...
Se percebeu, percebeu.
Ela estaria bem longe de qualquer forma.
Renata: [Tudo bem.]
Quando respondeu.
Os status de Sabrina subiram e ela clicou por engano.

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