Mas lá no fundo, não era bom.
E também sabia que ela estava de cabeça quente. Por isso, deu gelo nele, não quis ficar junto e não falou nada...
E o mais difícil de engolir?
O estado dela encobriu os dele, muito mais intenso do que em todas as outras vezes!
Não dava para simplesmente ignorar!
Com o rosto carregado, Wilson voltou ao escritório. Olhou para a noite lá fora e acendeu um cigarro...
Pela primeira vez, ele começou a refletir sobre a relação dele e Renata.
Para ser franco, no começo ele só a usou para proteger o relacionamento com Sabrina.
Então, na maioria das vezes, ele levava de qualquer jeito, não ligava...
Só que aos poucos, parecia que ele foi mudando em relação a ela...
Ele pensou que fosse culpa.
Afinal, até os de coração duro têm limite.
Nesses três anos, ela de fato cuidou muito dele e concordou com ele em tudo...
Ele até gostava.
E já estava acostumado.
Então, ao levar esse gelo, era difícil de acostumar.
Pois é, difícil de acostumar...
Wilson concluiu que a sua irritação vinha daí.
Ele tragou o cigarro. Pensou que no dia seguinte ia agradá-la, ia se empenhar mais, para ela acabar com aquela guerra fria...
...
Mas o que ele nem imaginava era que, se ele só estivesse mal-acostumado, podia simplesmente contratar uma babá, para paparicá-lo toda dócil igual a Renata fazia antes!
...
No dia seguinte, a luz da manhã era fraca.
Ao voltar da corrida pela manhã, Wilson olhou as horas.
Sete em ponto.
Renata estava para acordar.
Com rosas brancas da floricultura, ele subiu e foi atrás dela no quarto.
Diziam que mulheres adoravam ganhar flores.
Renata não fugia à regra.
Antes, sempre que ele mandava flores, ela passava um tempão feliz. Ela até desidratava as flores, para manter por mais tempo...
Por isso, dessa vez, ela também ficaria alegre...

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