Renata continuou lendo, sem nenhuma expressão, mas o seu rosto perdeu totalmente a cor e ela se sentia imensamente humilhada. Aquelas palavras pareciam tapas frios desferidos direto em sua cara.
A sua reputação e a sua honra... em tão pouco tempo, foram pisoteadas na lama.
E quem havia proporcionado tudo aquilo?
Renata nem precisava pensar; sabia muito bem que era Wilson. Ele amava e mimava Sabrina, logo, nunca a deixaria desamparada.
Renata fechou os olhos de forma repentina. As suas mãos tremiam tanto que mal conseguiam segurar o celular.
Ela se lembrou, de repente, de toda a ternura que ele demonstrou na noite anterior e naquela manhã.
Como podia existir alguém capaz de mentir tão descaradamente neste mundo?
Renata achava tudo tão patético.
O seu coração, que tinha acabado de se acalmar um pouco, agora parecia ter sido esmagado por uma rocha imensa, fazendo-a sentir uma dor sufocante.
Ao vê-la daquele jeito, Mauro Miranda soltou um leve suspiro e lhe entregou um lenço de papel.
— Renatinha, anime-se. Toda essa opinião pública negativa, por outro lado, pode ser vista como uma coisa boa. Depois de amanhã, na competição, mostre a eles a sua verdadeira capacidade!
— Quando chegar a hora, todo mundo vai entender a verdade!
Renata pegou o lenço de papel.
Na verdade, ela não estava chorando; a dor estava presente, mas ela já havia perdido a vontade de derramar qualquer lágrima por Wilson há muito tempo.
No entanto, ao ouvir as palavras consoladoras de seu professor, as lágrimas escaparam, sem controle.
Ela secou os olhos com o lenço, e a voz saiu embargada.
— ... Sim, obrigada, Professor.
Mauro Miranda deu um tapinha no ombro dela, e fez uma pergunta a mais, movido pela curiosidade.
— Qual é a sua situação atual com o Wilson?
Renata apertou o lenço de papel entre os dedos.
— Ele não me ama, mas, por causa da reputação, não quer terminar comigo. Continua me atormentando, mas acho que, depois disso, ele não vai me incomodar mais.
Mauro Miranda balançou a cabeça, compreensivo. Não perguntou detalhes sobre o que tinha acontecido, limitando-se a dizer:
— Se precisar de alguma coisa, entre em contato comigo ou com o Leonardo.
— Certo.

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