Ouvindo aquelas palavras, a plateia explodiu em euforia: — Isso! A Anna Valente sim é justa e correta!
— A Renata merece.
— Pelo visto a tal Sabrina entrou pela porta dos fundos mesmo! Que pessoa sem vergonha!
— Isso mesmo, me arrependo muito de ter apoiado ela antes!
— ...
O tom da opinião pública logo mudou de rumo.
O sorriso no rosto de Sabrina não pôde mais se sustentar, e a palma de sua mão, que segurava o troféu, não parava de suar...
Naquele momento, ela era como um alvo vivo a quem todos repudiavam.
Que situação constrangedora!
Simplesmente humilhante!
No meio da confusão,
Renata chegou e, ao ver aquela cena, ficou um tanto surpresa.
Sabrina a viu, o que só fez com que se sentisse ainda mais constrangida.
Ela quase saiu correndo, fugindo de fininho.
Naquele momento, o que mais a confortava era o fato de Wilson Lopes não estar presente, ou então, de tanta vergonha, cairia dura no chão.
Não, ela precisava ir atrás de Wilson para lhe dar uma explicação!
Renata nem lhe deu bola; ela lutou para conter a excitação enquanto procurava por Cristiano Jardim, mas não o achou.
Estranho, ele não estava lá, então por que lhe pediu para vir?
Será que teve algum imprevisto e foi atender o telefone?
Pelo visto, essa era a única possibilidade.
Renata pegou o celular e mandou uma mensagem:
[Sr. Jardim, onde o senhor está? Cheguei ao local, mas não o vi nos assentos VIP.]
Cristiano respondeu rapidamente, como se já estivesse aguardando a sua mensagem:
[Fui atender uma ligação de trabalho. Espere-me aí por um instante.]
Renata mordiscou levemente o lábio:
[Está bem, aguardarei.]
Ela não fazia ideia de que Cristiano passara longos segundos encarando aquelas simples palavras.
...
Renata guardou o celular. Estava se preparando para achar um canto e sentar quando, ao erguer a cabeça, avistou Anna Valente descendo do palco, aparentando estar prestes a ir embora.
Seus olhos brilharam. Lembrando-se de que Anna tinha dito para que se falassem em particular, ela foi na sua direção. Pensou que perderia apenas alguns minutos e que Cristiano não voltaria tão rápido assim.
— Senhora Anna!
Renata foi quase correndo, tomada pela excitação. Antes daquilo, nunca teria imaginado que ainda haveria uma reviravolta no seu destino.
Anna virou a cabeça ao ouvir a voz, e a expressão habitualmente severa em seu rosto frio e distante se quebrou num leve sorriso ao erguer as sobrancelhas.
— Renata.

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