Entrar Via

Três Anos de Mentira, Três Dias para Partir romance Capítulo 298

Cristiano desligou o telefone.

Guardando o celular no bolso, ele se aproximou e a chamou com suavidade: — Renata.

Renata também estava esperando por ele. Ao ouvir a voz, ergueu os olhos e, vendo que era ele, abriu um sorriso nos lábios, caminhando graciosamente em sua direção.

— Sr. Jardim.

Cristiano olhou para o sorriso no pequeno rosto dela e perdeu-se em pensamentos por alguns segundos, apertando as pontas dos dedos para conter o impulso de tocá-la.

— Muito feliz? — Ele deu um leve sorriso, perguntando o que já sabia. — Vejo que você está de ótimo humor.

Renata sorriu, sem tentar esconder, e instintivamente disse a verdade.

— Sim, eu sempre quis entrar para o Ateliê Alva! Quando não consegui avançar na competição, achei que não havia mais esperança, mas quem diria...

Os olhos escuros de Cristiano tornaram-se profundos.

Ele pensou consigo mesmo: mesmo que ela não tivesse participado da competição, ele ainda a ajudaria a entrar no ateliê depois.

Renata sentiu-se envergonhada sob aquele olhar, o coração palpitando, e desviou os olhos por um instante antes de perguntar em voz baixa:

— Sr. Jardim, o senhor não tinha algo a me dizer? O que seria?

Ela calculou o tempo; se demorasse mais do que o previsto e não conseguisse pegar o voo, precisaria remarcar a passagem.

Cristiano baixou o olhar, tirou o celular do bolso do terno e falou com a voz levemente rouca:

— Não é nada de mais, só... queria que você visse um vídeo.

Ele estendeu o celular para ela. Na tela, uma imagem cintilava...

Um menino e uma menina com uniformes escolares alimentavam gatos na entrada de uma ruela, uma cena calorosa e feliz.

Eram exatamente ela e ele.

No passado, ela adorava gatinhos e cuidava de vários em um beco ao lado da escola. Mais tarde, quando o lugar precisou ser demolido, ela ficou de coração partido por um bom tempo.

No entanto, o vídeo não era em live-action, mas sim uma versão animada recriada por uma equipe de especialistas.

Todo o vídeo parecia um livro de memórias, guiando-a sutilmente para que se lembrasse do passado.

Renata ficou um pouco confusa, pensando ser algum vídeo relacionado ao trabalho. Estendeu a mão para pegá-lo, mas, inexplicavelmente, seu coração começou a acelerar, batendo cada vez mais rápido...

Especialmente quando as pontas de seus dedos tocaram o celular e roçaram nos dedos dele, a palpitação atingiu o ápice.

O que estava acontecendo?

...

Enquanto isso.

Após descer do palco, Sabrina perguntou a um funcionário onde Wilson havia ido. Ao saber que ele estava na sala de descanso, sentiu um breve momento de surpresa.

Ele teria ido exigir justiça por ela?

Os olhos de Sabrina arderam. A humilhação que havia sofrido no palco instantes atrás finalmente a fez desmoronar.

Ela enxugou as lágrimas e foi apressadamente para a sala de descanso.

Ao caminhar pelo corredor, seu coração batia descontroladamente.

— Mas agora o evento já acabou, não temos como refazer a avaliação...

...

Observando tudo aquilo, o rosto de Sabrina já estava completamente lívido.

Ela nem sabia como conseguiu continuar escutando. Seu coração dolorido parecia ter sido arrancado e jogado no chão para ser pisoteado repetidas vezes, latejando em uma agonia surda.

Pelo visto, aos olhos dele, ela já não era mais alguém importante.

Agora, ele só a ajudava para quitar a antiga dívida de gratidão!

Ela teve um forte pressentimento: depois que o torneio acabasse, Wilson seria ainda mais distante e frio com ela!

Incapaz de emitir som ou de derramar lágrimas, sentia-se vazia. Foi nesse momento que percebeu: quando uma pessoa realmente entra em colapso, ela fica apática e paralisada. Ninguém grita desesperadamente até rasgar a garganta.

Após muito tempo, ela forçou-se a murmurar, com dificuldade: — Wilson...

Na sala, Wilson pegou um cigarro, pensando em uma forma de resolver a situação para satisfazer Renata ao máximo e não desapontá-la, quando escutou alguém chamá-lo.

Irritado com a interrupção, ele franziu a testa, afastou o cigarro e olhou para trás. Vendo que era Sabrina, hesitou por um segundo, mas logo recuperou a postura fria de sempre.

— O que foi? — perguntou ele, em um tom indiferente.

Sendo mulher, Sabrina tinha uma sensibilidade aguçada e captou perfeitamente o distanciamento na voz dele.

Esforçou-se para exibir um sorriso e perguntou: — Preciso falar com você, tem um minuto?

Wilson ficou em silêncio por um instante. Virou-se para os organizadores, instruindo-os a emitirem uma declaração pública de desculpas, e saiu.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Três Anos de Mentira, Três Dias para Partir