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Três Anos de Mentira, Três Dias para Partir romance Capítulo 301

Renata se recusou:

— Não. Você não fez nada de errado, não deveria ser humilhado por ele.

Cristiano Jardim ficou surpreso por um momento.

Wilson Lopes se aproximou e, ao ouvir exatamente essa frase, sentiu um gosto cada vez mais amargo na boca.

O que ela queria dizer com "Cristiano não fez nada de errado"?

Eles já estavam juntos agora?

O peito de Wilson subiu e desceu. Ele lançou um olhar profundo para Renata, depois encarou Cristiano, rindo de pura raiva.

Ergueu as mãos para arregaçar as mangas, com movimentos elegantes e nobres, mas as palavras que saíram de sua boca foram afiadas.

— Cristiano, acho que na última vez eu te disse para não procurá-la mais. Parece que minhas palavras entraram por um ouvido e saíram pelo outro, não?

Aquilo soou extremamente ofensivo.

Tomada pela vergonha e pela fúria, Renata exclamou:

— Wilson, você tem noção do que está dizendo?!

Cristiano estreitou os olhos, emanando perigo.

Ele se conteve para não explodir na hora. Virou-se, deu uns tapinhas no ombro de Renata e, com uma voz suave, pediu que ela fosse esperar por ele mais adiante. Em seguida, arrancou as abotoaduras, fechou o punho e desferiu um soco direto no maxilar de Wilson, dizendo em um tom gélido:

— Wilson, há certas coisas que, desde o princípio, nunca foram suas! Você não tem o menor direito de dizer isso!

Wilson não era de levar desaforo para casa. Devolveu o soco, zombando friamente:

— Ainda é dia e você já está sonhando acordado? Se não é minha, vai ser sua?

Um brilho frio atravessou o olhar de Cristiano. Sem dizer uma palavra, acertou outro soco com força.

Os dois se engalfinharam em uma briga.

Renata soltou um grito de pânico, o rosto empalidecendo, e correu para tentar impedi-los.

— Parem com isso! Parem de brigar!

Ela puxou o braço de Wilson.

Na verdade, a força que ela usou foi mínima, mas aquilo deixou Wilson se sentindo terrivelmente mal.

Ele virou a mão, agarrando o pulso dela, a puxou para o seu peito e perguntou, franzindo a testa:

— Você sente tanta pena dele assim?

Renata se soltou com força, sem lhe dirigir uma única palavra.

Ela já estava completamente desiludida com ele!

Virou-se para demonstrar preocupação com Cristiano.

— Sr. Jardim, o senhor está machucado. Vou levá-lo ao hospital para fazer um curativo.

Cristiano não dava a mínima para aqueles arranhões, até porque Wilson não tinha apanhado menos que ele.

No entanto, a preocupação dela, a escolha dela, fizeram o seu coração bater mais forte.

— Não foi nada, não se preocupe.

Renata hesitou, querendo dizer algo mais...

Ao lado,

Wilson observava a cena, com uma expressão tão sombria que parecia prestes a explodir.

Ela sequer perguntou como ele estava!

Vendo que ela ainda pretendia continuar conversando com Cristiano,

Naquele momento, sua única consolação era que o público no local havia saído cedo e não presenciara a briga. Caso contrário, não demoraria para que fossem a capa das notícias de entretenimento!

Quando estavam prestes a abrir a porta da sala de descanso para entrar,

Renata, sem suportar mais, abaixou a cabeça e mordeu com força o pulso dele, deixando uma marca delicada em formato de meias-luas.

— Wilson, me solta! Nós já terminamos, você não entende?!

Ele apenas franziu o cenho, deixou que ela o mordesse, não disse nada e também não a largou.

Exasperada, ela levantou os olhos para encará-lo com raiva.

Seu rosto estava todo vermelho, e ela não emanava nenhuma ameaça; pelo contrário, parecia apenas uma manha irritada.

— Você está me machucando!

Wilson travou por um instante e olhou para o pulso dela. Realmente, havia uma marca avermelhada ao redor. Ela continuava tão delicada e sensível quanto sempre.

Mas, estranhamente, sua raiva também se dissipou um pouco naquele momento.

Ele levantou os olhos para fitá-la de modo profundo. Sua mão grande afrouxou levemente o aperto, escorregando do pulso para segurar a mão dela. Quando falou, a voz soou muito mais branda.

— Renatinha, vamos nos sentar e conversar direito, pode ser? Nós também tivemos momentos bons, não tivemos? ... Vamos conversar, por favor.

Renata atirou a mão dele para longe. Ela estava prestes a ir embora, o que mais havia para conversarem?

— Não temos nada para falar!

Assim que disse isso, virou-se pronta para sair, teimosa como um bezerro indomável.

O olhar de Wilson escureceu, a irritação emergindo novamente. Ele sempre fora do tipo que não demonstrava emoções; ninguém conseguia abalar o seu estado de espírito.

Agora, por causa de Renata, ultrapassava repetidamente os próprios limites.

Com o rosto sombrio, ele deu passos largos, agarrou facilmente a mão dela e a puxou para dentro da sala de descanso. Sem nenhuma delicadeza, prensou-a contra o móvel da entrada, colando seu corpo com força no dela...

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