Aquela posição era íntima demais.
Renata ficou com o rosto em chamas. Soltou um gritinho e começou a dar tapas no ombro dele.
— Wilson, seu cretino!
Ele soltou um som de escárnio. Com a mão grande, agarrou a parte de trás da cintura dela, travando seu corpo agitado, e abaixou a cabeça para buscar seus lábios macios. Sua voz saiu rouca, tingida de perigo:
— Com tanta pressa de terminar comigo, será que você realmente se apaixonou pelo Cristiano?
— Ele é tão bom assim?
— ... Ou será que, na sua cabeça, só eu sou ruim e qualquer outro homem presta? O Leonardo é bom, o Cristiano também.
— Sorrindo para eles toda feliz! E para mim você não responde nem uma mensagem sequer!
— ...
Envergonhada, Renata mordeu o lábio, balançando a cabeça para desviar dos beijos dele. Tremia dos pés à cabeça, quase chorando de frustração.
— Sai! Você não pode me tratar assim... Ah!
Wilson deu um aperto na cintura dela. Aquele momento fez sua fúria acender por completo. Nem ele sabia explicar por que estava tão furioso, apenas não suportava ser rejeitado, que ela o repelisse.
Até pouco tempo atrás, ela estava dócil em seus braços...
Até pouco tempo atrás, ela cuidava dele com todo o carinho...
...
Ele roçou os lábios finos no rosto suave dela, e falou num tom baixo e ameaçador:
— Renata, pare de dizer essas coisas que me irritam.
Suas mãos começaram a desabotoar a roupa dela.
Renata já estava apavorada e sem forças. Se não conseguiu empurrá-lo antes, muito menos conseguiria agora.
Ela estava prestes a entrar em colapso.
Com movimentos impacientes, Wilson disse:
— Renata, você está proibida de ficar com o Cristiano...
Plaft!
Um tapa estalou bem no rosto dele.
Wilson parou bruscamente.
— Wilson, chega. Acabou por aqui!
— Acredito que, se veio atrás de mim, foi só por um mero capricho masculino e puro desejo. Isso não tem graça, sério, não tem graça nenhuma. Se quer dormir com alguém, o Setor Norte está cheio de mulheres loucas para ficar com você!
Wilson apenas a encarou, cravando o olhar nela, em silêncio.
Renata deu as costas para ir embora.
De súbito, ele avançou e a abraçou pela cintura, pelas costas.
Nem ele mesmo sabia por que estava se rebaixando tanto implorando o perdão dela.
— Não vá, Renata. Eu não sou tão desprezível quanto você pensa. Não há nada entre mim e a Sabrina! Eu já deixei tudo claro para ela agora há pouco, não terei mais nada a ver com ela no futuro!
— O resultado da competição de hoje foi decisão própria dos organizadores, eu não mandei ajudarem a Sabrina... Já fui atrás deles, e eles vão pedir desculpas públicas a você!
Renata hesitou por um segundo e logo fechou os olhos, exausta.
Estava cansada de escutar todas aquelas mentiras.
Ela tentou arrancar as mãos grandes do homem de sua cintura, pois em breve precisaria pegar o voo.
Mas ele não soltava, teimoso... Assim como ela costumava ser quando tentava fazê-lo ficar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Três Anos de Mentira, Três Dias para Partir
Acho q uma história dessa merecia um final melhor, mais explicado e com mais detalhes!...