Ele tinha poder e influência, dinheiro não era o que lhe interessava.
Ela sabia muito bem o que ele realmente queria: seu corpo, seu coração e tê-la de volta, sempre disposta a servi-lo de modo obediente.
Mas ela se negava!
Foi difícil escapar daquela 'gaiola', e ela não estava disposta a voltar!
Wilson a encarou fixamente. Seus olhos escuros e insondáveis não deixavam transparecer nenhuma emoção: — E quem disse que você não pode retribuir?
Renata logo presumiu qual era a intenção dele, desviando o rosto constrangida e disparou: — Eu não quero... Wilson, por favor, não me force a isso!
O olhar dele se estreitou. Antes mesmo que ela pudesse reagir, ele aproximou-se rapidamente, prendendo-a contra o armário da entrada do quarto.
Encurralada, ela exclamou o nome dele. Seu delicado pescoço revelava a pele tão clara que faria qualquer um perder o fôlego de admiração.
A expressão de Wilson escureceu. Levado pelo impulso incontrolável, ele se abaixou e depositou beijos leves na pele exposta de sua nuca.
Um calor vibrante varreu o corpo dela instantaneamente.
Com força redobrada e sem freios, as mãos dele agarraram a cintura dela, demonstrando claramente que a desejava.
Ele também estava ciente de que, caso impusesse sua vontade sobre ela, não haveria nenhuma resistência, afinal, a saúde do sobrinho continuava a depender de suas conexões hospitalares.
Mesmo assim, ele conteve o próprio instinto!
Respirou profundamente, domou seus desejos avassaladores e, afinal, soltou a jovem.
Estupefata, Renata ergueu a cabeça. Os belos olhos redondos, úmidos, possuíam um fascínio que tocaria qualquer pessoa.
— Como é que você...
Ela jurava que ele a obrigaria. Afinal, a sua característica mais comum era agir de maneira coerciva, nunca deixando espaço para questionamentos ou recusas.
Sem dizer uma só palavra, Wilson apertou-lhe os ombros, forçando-a contra o seu peito, e enterrou o rosto suavemente em seus cabelos de forma incrivelmente tenra.
Permaneceu aninhando a jovem até a sua voz rouca reaparecer: — Sério que me achou um monstro tão baixo assim? E, por acaso, você acha que eu obrigaria você a ficar comigo se isso não fosse da sua própria vontade?
Renata sugou o ar bruscamente, o coração partido em pedaços.
Percebendo as lágrimas descendo pelas bochechas, Wilson envolveu o rosto da jovem e as enxugou. O toque aquecido daquelas gotinhas pareceu derreter seu íntimo através das pontas dos dedos, espalhando uma tristeza e solidariedade infinitas.
— Está bem, já chega de chorar. Admita que fui ausente no passado. A partir de agora, diga-me tudo de que você não gostar para que eu vá mudando aos poucos. Está bem assim?
Ao expressar as palavras, já não sabia julgar até onde era pura sinceridade em meio a tantas mentiras.
A única coisa com que importava era não deixá-la sofrer mais!
— Renatinha, me dê mais uma chance!
Ele contornou o formato das feições dela. O olhar exalava a delicadeza infinita e terna.
Afetada pela pureza transbordando de suas pupilas, Renata se afogou numa tormenta súbita em meio aos sentimentos do coração.
Ficou apavorada com as próprias reações e abaixou o rosto precipitadamente, lutando contra aquele instinto, enquanto a sua voz vacilava de novo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Três Anos de Mentira, Três Dias para Partir
Acho q uma história dessa merecia um final melhor, mais explicado e com mais detalhes!...