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Três Anos de Mentira, Três Dias para Partir romance Capítulo 359

Naquela época, foi ela quem o abraçou, o aqueceu e o confortou, e depois chamou a polícia e ligou para a sua família.

Aquele aconchego continuava vivo em sua memória, como se tivesse sido ontem.

Imediatamente, ele afastou os outros pensamentos.

Ele concluiu que o que ouviu devia ser apenas fruto da sua imaginação. Aquela mulher não tinha o menor parecido físico com Renata; não era possível que fosse ela.

E, de qualquer forma, quase ninguém sabia da sua história com Renata. Se alguém desejasse se vingar, ela seria a última opção para um sequestro.

Neste momento, Renata provavelmente ainda estaria escondida em algum lugar na Capital, tentando fugir dele.

Convencido disso, Wilson dissipou as suas preocupações. Abraçou Sabrina com mais firmeza, oferecendo-lhe conforto.

— Não tenha medo. Vou te levar daqui agora mesmo. E, de agora em diante, te prometo que isso nunca mais vai se repetir.

Sabrina soluçou baixinho e murmurou que sim, ao mesmo tempo em que foi se acalmando, vendo que ele não voltara a olhar para trás. Enfiou seu rostinho delicado no pescoço dele, esboçando, em segredo, um sutil sorriso de vitória.

Ela havia conseguido!

Essa tática realmente funcionava!

Ela conquistou o coração de Wilson de volta!

E, como nos velhos tempos, ele voltaria a zelar e a enchê-la de mimos.

E a Renata... ela que morresse aqui!

Wilson, carregando Sabrina nos braços, saiu pelos portões da antiga fábrica, a colocou no carro e arrancou dali.

Deixando para trás,

Aquele cenário sombrio onde Renata, vendo toda a cena, sentiu o último resquício de esperança que lhe restava se estraçalhar no chão.

Exausta e sem fôlego, ela desabou na cadeira. A cor sumiu do seu rosto e, com ela, todos os seus desejos...

O homem de óculos escuros viu o carro se afastando. Deu um longo suspiro e, com um sorriso macabro no rosto, caminhou lentamente até ela. Arrancou o capuz preto e tirou, em seguida, a mordaça de sua boca.

Renata, sufocada, tossiu umas vezes e, levantando fracamente a cabeça, o fixou com os olhos esbugalhados. Com a voz trêmula, em tom quase inaudível, exigiu.

— Quem é você? Eu nunca te ofendi. Por que você está me fazendo isso?

E, ao falar isso, uma lágrima silenciosa escapou dos seus olhos.

O homem, inabalável, olhou para ela com total apatia.

— Porque você tem infernizado a vida da Sabrina.

Renata não conseguia acreditar em tamanha falácia. Desde o primeiro momento, sempre fora Sabrina quem infernizara a vida dela!

— Eu nunca a intimidei!

— Você tem sempre uma desculpa na ponta da língua! Você não se cansa de humilhá-la!

— Mas isso porque foi ela que começou...

— Chega! Cale essa boca e guarde todas essas justificativas para o além!

O homem, irritado, a interrompeu rudemente. Sacou um isqueiro do bolso e, sob o seu olhar aterrorizado, o acendeu e atirou-o dentro de um galão de gasolina que estava próximo.

Imediatamente, um fogo intenso irrompeu. As chamas se aproximaram com grande rapidez, a ponto de, por pouco, tocarem suas roupas.

— Ah!

Renata, apavorada, começou a gritar sem parar. Tinha tanto medo que o seu corpo inteiro tremia. Dominada pelo desespero, ela suplicava sem cessar.

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