Era uma ligação de Caio.
Ele esfregou a testa, a voz baixa e rouca por estar sem falar há um longo período.
— Alô, já há resultados?
Caio hesitou:
— Não, o laudo de DNA precisa de vinte e quatro horas para sair os resultados. Estou ligando para você porque o velho ligou para mim agora há pouco, me pediu para te perguntar... Quando você volta para Sulina?
Eles planejavam ficar em Sulina até o encerramento da exposição.
Mas agora já tinha passado muito mais do planejado.
Cristiano fechou os olhos. Sem dar resposta, ele disse:
— Amanhã quando saírem os exames de DNA, me avise.
— ...
Ao desligar.
Na tela pulou a mensagem de Pedro:
[Tio, a nossa escola vai fazer um evento para pais e filhos daqui a dois dias. Meus pais estão muito ocupados, você pode me acompanhar?]
Acompanhado de um GIF de um cachorrinho abraçado numa perna.
Cristiano respondeu com frieza: [Os seus pais estão ocupados, e o seu tio não está? Peça para o vovô te acompanhar.]
Pedro: [Humpf! Que ingratidão! Mal passa pelo rio e já destrói a ponte!]
Cristiano levantou o canto da boca.
— Criança de escola.
...
No dia seguinte.
Após levar Samuel à escola, Renata foi até o hospital.
Com a ajuda dos enfermeiros, o trabalho realmente se tornara bem mais fácil e relaxante.
Só o que a deixou surpreendida foi.
Wilson não lhe perguntou nada sobre a sua demissão. Já tinham se passado dois dias, ele de certo havia visto a carta de demissão...
Além disso, ele não enviou nem sequer uma mensagem a ela desde a ligação de ontem.
Ela balançou a cabeça para não pensar mais no assunto, e pegou o tablet para desenhar.
De repende, o WhatsApp apitou e a assistente Cássia mandou mensagem.
[Chefe, sabe quem eu encontrei na pista de esqui?]
[A Sabrina e o Sr. Lopes!]
[Caramba. O Sr. Lopes está ensinando a Sabrina a esquiar com muita paciência.]
[Como ela tem tanta sorte! Eu juro, os céus realmente não têm olhos!]
[Foto]
Na foto, o homem que vestia trajes de esqui de cor azul-marinho segurava e ensinava Sabrina...
Através da tela dava para sentir a felicidade.
Renata leu tudo sem expressão no rosto. A seguir ela abriu os Status e deu uma olhada.
E de fato, Sabrina postou seus Status nos dois dias.
Comeu, bebeu e se divertiu.
Tudo parecia animado.
O mais importante, havia alguém que fazia companhia e que ficava sempre do lado dela...
Mas não.
No final das contas, não havia trocado nem mesmo por uma resposta da parte dele no momento da demissão...
Ela para ele era como ar!
Renata de repente sentiu um frio em seu coração. Após um longo tempo, zombou de si própria:
— Pedir para ser humilhada...
Subitamente o celular vibrou.
Cássia: [Que má sorte. Perdi todo o ânimo para me divertir quando vi a Sabrina.]
Renata se recobrou e olhou para o celular. Depois que ela se acalmou, conversou com a outra por um tempo.
Esperou até quase o meio-dia, arrumou tudo para ir ao salão de leilões.
Que ela se sentia de fato angustiada e infeliz.
Mas naquele dia, ainda tinha coisas bem mais importantes a fazer. E ela não queria ficar presa pelos sentimentos.
Leonardo deu a ela um carro de presente, e ele já a havia ajudado em tantas coisas. Não importava por qual lado se visse, ela deveria comprar a ele um presente.
Mas o que ela não esperava foi que fosse encontrar Wilson e Sabrina naquele salão de leilão.
Ambos usavam óculos de sol e bonés, ambos na cor preta, sentados nos acentos VIP, como se fossem as roupas de um casal.
Homens e mulheres bonitos chamam atenção em todo lugar, de forma que as pessoas olhavam a eles constantemente.
Renata olhou para a cena sem qualquer expressão no rosto. Ela se sentia como se tivesse sido mordida por um cachorro de tão ruim.
— Ei, não vai entrar não? Tem gente ainda atrás de você. — Apresou um dos participantes lá de trás.
Renata retomou os sentidos do nada e disse sim.
Enquanto que para Wilson que conhecia a voz, logo olhou para trás.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Três Anos de Mentira, Três Dias para Partir