As duas foram pegas de surpresa e não conseguiram desviar. Foram atingidas no rosto e gritaram de dor!
— Ah!
— Socorro! Wilson... — Sabrina protegeu a cabeça, desesperada.
Renata avançou com o olhar frio e puxou-a pelo cabelo. Deu dois tapas na cara dela e só parou quando o rosto dela estava vermelho e inchado. Depois, puxou Dona Regina, que estava paralisada, e lhe deu mais dois tapas!
— Vocês me machucaram e eu revidei. É muito justo!
De repente, só se ouvia o barulho de dor das duas!
As pessoas olharam ao ouvirem os gritos:
— O que aconteceu?
— Parece que aquela mãe e filha se juntaram para bater naquela garota. Ela não aguentou mais e revidou...
— Aquelas duas são muito ruins!
...
Aquelas palavras doíam mais que os tapas de Renata.
Sabrina e Dona Regina se importavam muito com a própria imagem. Se alguém falasse mal delas pelas costas, já não suportariam.
As duas cobriram o rosto com as mãos, desesperadas e com medo de serem reconhecidas.
Wilson olhou para a cena absurda e só se deu conta do que estava acontecendo segundos depois. O seu rosto escureceu na mesma hora e ele puxou Renata.
— Você tem ideia do que está fazendo?!
Renata tinha perdido o controle, mas ao ouvir aquilo, foi como se tivessem jogado um balde de água fria nela. O seu corpo todo esfriou.
No hotel, Dona Regina bateu nela do mesmo jeito e ele não fez absolutamente nada.
Agora que ela tinha apenas revidado...
Ele já não aguentava mais?
No fim das contas, ele ainda não se importava.
Ela já devia saber.
Renata deu um sorriso amargo. Ela olhou para trás, em silêncio. Apenas ficou observando-o.
Seus olhos antes tão limpos agora estavam cheios de decepção...
Foi nesse momento que ela entendeu: quando se está completamente decepcionado com alguém, não se quer mais falar. Se você ainda quer falar, é porque ainda tem esperança.
Wilson hesitou. Ao olhar naqueles olhos que sempre sorriam para ele e que agora estavam apagados, seu coração doeu. Era como se algo fora de controle estivesse prestes a sair de dentro dele!
Mas antes que ele entendesse de onde vinha a dor...
Renata o empurrou e disse bem baixo:
— Acaba aqui...
Ela virou as costas e foi embora.
— Renata!

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