Sabrina deu um sorriso de satisfação. Estava confiante.
— O Wilson com certeza vai me ajudar a conseguir a vaga. E eu vou ganhar o torneio. Eu serei a aluna do Professor Miranda!
Dona Regina sorriu com orgulho:
— A minha filha é a melhor!
A filha dela era tão boa.
Renata não chegava aos pés dela, muito menos merecia o Wilson!
A filha dela e Wilson é que eram um bom casal!
...
Renata caminhou pelos corredores do hospital sem conseguir pensar direito. O corpo dela não estava bem e ela andava bem devagar.
Qualquer um notaria.
Mas, mesmo assim, ele não a seguiu, não a ajudou nem perguntou como ela estava.
Renata soltou um suspiro tremendo e deu um sorriso triste.
Ela deu graças a Deus por não o amar mais. Se amasse, o tamanho da dor depois de tudo o que aconteceu este ano seria insuportável...
Ela encontrou um lugar e sentou para descansar um pouco antes de ir.
Nesse momento.
Uma garotinha veio na direção dela.
Tinha uns quatro ou cinco anos, vestia um vestido rosa e lhe entregou uma garrafa de água, falando com uma voz fofa:
— Moça, você não está com uma cara muito boa. Tem que descansar...
Renata ficou surpresa e o nariz começou a arder.
Ela abaixou, pegou a água e disse obrigada com a voz rouca. Depois, pegou um saquinho de doces na bolsa, entregou a ela, passou a mão na sua cabeça e disse:
— Obrigada, querida...
Aquela pequena boa ação espantou a tristeza no coração dela.
A menina sorriu:
— De nada, moça. Você é tão bonita, tem que se cuidar! Cuide da saúde!
Renata ficou emocionada.
— Tá bom, eu vou cuidar.
A menina a abraçou e foi embora para encontrar a mãe...
Renata acompanhou-a com os olhos.
Ao ver a mãe da criança, ela travou. Lembrou que tinha visto a mulher antes na clínica. Só não prestou atenção porque estava passando mal.

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