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Último Desejo: a dançarina e o bilionário terminal romance Capítulo 125

"Valentina"

Depois que o Dante se retirou, o Otto e a Aurélia também sairam da mesa sem dizer uma palavra mais, mas só depois de se entreolharem e olharam para o ponto atrás de mim, meu segurança. Eles sabiam que o Fausto contaria qualquer coisa ao Dante e, naquele momento, não era conveniente para nenhum dos dois irritar ainda mais o meu marido.

Eu terminei o meu almoço pacientemente, conversei um pouco com a D. Marta e depois eu fui atrás do Dante. Eu queria mais detalhes sobre como seria o tratamento dele e também queria saber qual era o novo problema que o mensageiro trouxe. Mas eu também queria saber da Tati.

Eu dei uma leve batida na porta do escritório e abri. O Dante estava sentado atrás da imensa mesa de mogno, olhando para a tela do tablet com uma expressão de ódio mortal, enquanto o Murilo tamborilava os dedos sobre a mesa.

Eu cruzei os braços sobre o peito, parei diante da mesa e fixei os meus olhos direto no Dante.

- Certo, já sei que o advogado trouxe mais um problema. Ele não deveria resolvê-los ao invés de procurá-los? - Eu brinquei e eles riram.

- Parece que é o objetivo de vida do advogado, Encrenca, me soterrar nos problemas.

- Vocês são muito injustos comigo! - O Murilo reclamou. - Eu não tenho culpa se o casal desperta a ira, a inveja e o despeito de algumas pessoas.

- Algumas bem específicas, não é, Dornelles?! - Eu comentei e me sentei no colo do Dante, dando um beijo no seu rosto. - Eu quero saber o que está acontecendo, mas antes eu quero saber algo muito mais importante.

- Sobre o que eu disse para a Aurélia e o Otto? - O Dante perguntou.

- Isso também, mas depois. - Eu segurei o rosto dele suavemente. - Você me disse que encontrou um tratamento. Mas você não me deu os detalhes desse tratamento. Eu quero saber como isso vai funcionar novo na prática. Você vai precisar tomar alguma medicação, tem que seguir algum protocolo? Eu quero os detalhes, Dante. Quero saber o que eu posso fazer para te ajudar com isso.

O Dante paralisou por um segundo, trocando um olhar brevíssimo com o Murilo. Ele limpou a garganta devagar e passou os dedos pelos meus cabelos.

- Você não tem que se preocupar com nada, Encrenca. - Ele desviou os olhos dos meus e me deu um beijo no rosto. - O protocolo do tratamento é uma medicação injetada no meu corpo de tempos em tempos e eu precisarei ir a Boston para isso. Eu não devo tomar nenhum medicamento a menos que seja para dor. No entanto, eles recomendaram que eu ingira, diariamente um preparo de suco funcional pronto e específico à base de nutrientes antioxidantes concentrados com aminoácidos adicionados.

- Outra bebida de garrafa? - Eu o encarei e bufei. - Não entendo como essas coisas podem ser saudáveis.

- É como um remédio, Encrenca, tem uma série de adições conforme exige o tratamento e que nós não conseguiríamos fazer em casa. - Ele explicou docemente. - O Murilo já está providenciando a importação e o armazenamento dessas garrafas de suco pronto na despensa da cozinha, não se preocupe, mas os médicos disseram que você deve continuar cuidando da minha alimentação com o seu cardápio saudável. - O Dante sorriu para mim. - Eles foram categóricos em afirmar que foi graças a isso que os sintomas sumiram.

- Ah, é?! Viu, comida de verdade, preparada na hora e com todo cuidado. E isso que é saudável! - Eu afirmei cheia de orgulho.

- Você tem toda razão, mas eu preciso tomar esse suco todas as manhãs. Você cuida disso pra mim? - Ele pediu.

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