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Último Desejo: a dançarina e o bilionário terminal romance Capítulo 124

"Valentina"

Eu acordei cheia de energia, com a sensação de que as coisas estivessem finalmente começando a dar certo. Eu pensei em pular na barra de poledance, mas o Dante me segurou e me lembrou dos cuidados da fertilização. Ele estava todo carinho e atenção comigo. Tudo parecia melhor, ou quase tudo, porque as caras da Aurélia e do Otto não tinham conserto. Eles eram a personificação da inveja e do despeito. Mas eu não ligava para eles. Para mim o almoço de sexta feira tinha o gosto doce da nossa esperança naquele tratamento.

O Dante e eu trocávamos pequenos sorrisos de contentamento e carinhos discretos ou nem tanto. Ele segurava a minha mão, eu levava um pouco da minha comida à boca dele, nós falávamos baixinho, ignorando completamente a presença dos outros dois azedos.

Mas uma coisa me intrigava. Eu pensei que com a "liberação médica para atividades físicas", o Dante não fosse perder tempo e me agarraria assim que acordasse. Mas não foi isso que aconteceu. Ele continuava contido, embora muito mais carinhoso, me tratando como se eu fosse um cristal. Ele não fez nenhuma gracinha, não entrou no banheiro enquanto eu tomava banho e enquanto eu me trocava ele estava pendurado naquele telefone. Isso eu não estava entendendo. Mas talvez ele ainda estivesse cansado da viagem.

- Dante, eu gostaria de conversar com você. Em particular. - O Otto começou e o Dante respirou fundo.

- Seja lá o que você tenha para falar comigo, Otto, pode falar de uma vez. E se for sobre o seu antigo cargo na empresa, esquece. Você não vai ter oportunidade de me roubar de novo. - O Dante declarou firme.

- Dante, nós podemos falar em particular? Em consideração à memória dos nossos pais? - O Otto insistiu.

- Otto, não vejo necessidade. Eu não tenho segredos para a minha esposa. E eu duvido que você esconda alguma coisa da sua querida "Tia Aurélia". - O deboche fino do Dante fez com que a Aurélia fizesse uma careta de desgosto.

- Vai, chato! Fala, Chato! - Eu sorri para o Otto que fechou as mãos em punhos sobre a mesa, certamente para não me esganar, e não porque ele não era capaz disso, era só porque ele não faria em público.

- Dante, nós somos primos, somos o que restou de família um para o outro. Essa situação de estarmos brigados não me agrada. - O Otto começou com aquele jeito pomposo. - Você pode não acreditar, mas eu gosto de você, primo. Como um irmão. Nós tivemos as nossas diferenças quando éramos crianças, mas isso já é passado e é natural que crianças se desentendam.

- Encostado, você é um puxa saco incurável! - Eu comentei e o Otto me fuzilou com o olhar.

- Valentina, o que você ganha sendo tão desagradável? Não projete a sua relação com a coitada da Agatha em mim e no Dante. - Ele respondeu, se segurando para medir as palavras.

Capítulo 124: Almoço "em família" 1

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