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Último Desejo: a dançarina e o bilionário terminal romance Capítulo 146

"Valentina"

O Dante entrelaçou os seus dedos nos meus e beijou a minha aliança, carimbando o voto de fidelidade com uma seriedade tão característica dele. Ele olhou bem dentro dos meus olhos para que eu pudesse ver a sinceridade do que ele me dizia, como se seus olhos fossem janelas abertas para um jardim particular.

- Você tem a minha palavra de que mulher nenhuma vai se aproximar ou tocar o seu marido, Encrenca. - O meu mauricinho declarou devagar. - Eu não sinto absolutamente nada pela Carmela e o que nós tivemos no passado está trancado no passado. A partir de agora, você pode fazer sempre o que achar melhor. Eu não vou te pedir mais para se comportar como o Conselho espera, eu quero que você seja você e não um molde dessas mulheres fúteis e frias que você conheceu no baile ontem. Gerencie as cobras e as oferecidas do seu jeito, e se tiver que quebrá-las ao meio eu vou te apoiar. Mas eu te garanto que o que aconteceu ontem não vai se repetir, ontem eu fui pego de surpresa num momento em que eu sabia que todos os olhos estavam sobre mim. Eu errei, mas não vai acontecer de novo, porque o seu marido é seu e o meu corpo só responde ao seu!

Eu acariciei o rosto dele, me sentindo segura da decisão que eu estava tomando, e o Dante soltou um suspiro de alívio imenso, me apertando contra o seu corpo grande e quente. A manhã de domingo nos envolveu em uma bolha de paz e calmaria. Pelo menos por quase duas horas.

Eu acordei com o sol de domingo entrando pela janela. Olhei para cima e o Dante ainda dormia, seus braços estavam em volta de mim como correntes. Por mais que eu quisesse ficar ali de olhos fechados, eu também tinha outras necessidades.

Deixei o Dante descansando, me vesti com um short jeans e uma das camisas dele e desci as escadas, determinando que o segurança continuasse guardando a porta. Eu estava indo até a cozinha preparar o café da manhã quando dei de cara com a Dona Marta e mais duas funcionárias.

- Por que vocês não estão de folga? - Eu as encarei surpresa por estarem ali.

- Bom dia, Valentina. A Sra. Aurélia ordenou que viéssemos. - A D. Marta respondeu. - Gostaria de aproveitar e ver com a senhora sobre uma reposição na despensa.

- D. Marta, vá para casa, vocês merecem descanso, a despensa pode esperar até amanhã. - Eu respondi, mas a governanta me olhou de um jeito que pareceu importante.

- Valentina, nós já estamos aqui. Por favor, venha comigo para decidir sobre a reposição. - A governanta insistiu e eu achei melhor ir com ela.

Assim que entramos na despensa, ela nos fechou lá dentro e me puxou para o fundo, falando tão baixo que eu precisei me concentrar para ouvi-la.

- Valentina, peço desculpas pela liberdade que eu vou tomar e, por favor, não me entenda mal, não pense que esta velha funcionária é uma fofoqueira. A Sra. Aurélia me ligou bem cedo e mandou que eu e mais duas funcionárias viéssemos para servi-la. Achei estranho e, como eu conheço os hábitos dela, tive certeza de que ela receberia alguém. Eu não estava bisbilhotando, mas ouvi a Sra. Aurélia ao telefone e ela estava falando com a Srta. Carmela Malta sobre a festa de ontem.

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