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Último Desejo: a dançarina e o bilionário terminal romance Capítulo 181

"Valentina"

Se a Tatiana pensou que o Murilo era um adversário fácil, ela se enganou. Pelo que eu já conhecia dele, o que a Tati tinha de teimosa, e ela era a própria teimosia encarnada, ele tinha de persistente. Eu ainda estava rindo da minha amiga quando peguei o cartão no meio daquelas rosas e os meus olhos marejaram de emoção ao ler a mensagem com a caligrafia rebuscada do Dante. Então eu me virei para a Tatiana com a curiosidade me roendo.

- Anda, Tati, lê logo esse cartão.

- Eu não vou ler em voz alta! Olha o Fausto aqui, Valentina! - Ela protestou.

- Eu estou só esperando para saber se o Dr. Dornelles sabe pedir desculpas, Tatiana. - O Fausto brincou com ela. - Anda, eu te ouvi reclamar o trajeto inteiro do escritório até aqui e você inclusive pediu a minha opinião. Agora eu acho justo saber o desfecho e saber se você já vai perdoá-lo.

- Ele tem razão, Tati. O Fausto já é parte do nosso grupinho, merece saber a fofoca inteira. - Eu o apoiei e ele me deu um sorriso bonito.

A Tati observava o seu buquê tentando esconder que o seu coração já havia amolecido um pouquinho. Ela retirou o cartão do meio das flores e limpou a garganta.

- "Morena, considere essas flores como o início do meu pedido de desculpas sincero. Eu fui rude com você, mas pretendo me redimir. Você é minha assistente agora e não é um lugar onde eu colocaria qualquer uma, apenas uma pessoa preparada e em quem eu confio totalmente. E foi por isso que eu disse para abandonar o uniforme, porque você não é uma funcionária comum. E porque você detesta preto. Eu gosto de você, Tatiana, gosto de ter você na minha casa e no meu escritório, porque você é esperta, inteligente, sincera e é um deleite para os olhos. Por favor, me perdoe." - A Tati suspirou ao terminar de ler e olhou entre o Fausto e eu.

- É, poderia ter sido melhor, mas ele foi bem. - O Fausto declarou com os braços cruzados sobre o peito. - Acho que ele merece uma segunda chance, Tatiana.

- Com certeza merece! - Eu apoiei. - Percebeu que ele enxerga as suas qualidades, Tätiana Elisa? Ele não te deu um cargo importante só porque é seu amigo. E ele teve consideração pelo seu gosto. - Eu apontei e ela fungou.

- Tá, ele foi fofo, admito. Foi atencioso ele se lembrar que eu detesto aquele uniforme preto. E ele fez bons elogios... - Ela olhou outra vez para o cartão. - Eu posso perdoá-lo, mas eu vou de roupa esportiva para o escritório até ele dizer que eu posso voltar a usar o uniforme.

- Tatinaaa! - Eu a encarei chocada. Mas eu sabia que ela era cabeça dura. Eu faria o mesmo.

- Nem vem, você faria pior. Agora lê o seu cartão, vamos ver se o poderoso patrão é bom com essa coisa de romantismo. - Ela pediu e eu sorri, pegando o cartão outra vez.

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