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Último Desejo: a dançarina e o bilionário terminal romance Capítulo 191

"Valentina"

O Dante se mantinha fiel às ordens médicas, enquanto eu não era tão obediente assim, afinal o coração dele estava bem e eu tinha certeza de que o embrião estava bem protegido, eu não precisava ficar de castigo passando vontade, ainda mais com o Dante me tocando e me beijando como ele fazia. Ele me levou para a cama, impediu que eu tirasse o meu body ou a calça dele. A única peça de roupa que eu consegui arrancar daquele homem foi a camisa, mas quando tentei abrir o zíper da calça, ele deu a nossa sessão de amassos por encerrada, me puxando contra o seu peito.

O desejo contido queimava dentro de mim e aquela fogueira estava prestes a virar um incêndio de grandes proporções, eu precisava encontrar um jeito de persuadir o meu marido e isso exigiria que eu fosse mais ousada. Com a cabeça fervilhando ideias eu acabei sendo vencida pelo cansaço e peguei no sono.

Quando eu acordei pela manhã o Dante não estava mais na cama. Sobre o seu travesseiro havia uma caixa de bombons elegante e um cartão com a letra dele que dizia:

"Dizem que chocolate é quase tão bom quanto sexo. Pensei que eles possam acalmar a sua fome até o início da semana. Falta pouco, Encrenca. E eu estou quase ganhando a nossa aposta. Te espero para o café da manhã. Seu mauricinho."

- Pra acalmar a minha fome... hum! Seria preciso bem mais que uma caixa dessa. - Eu falei para mim mesma e encarei a caixa de bombons requintados. Pareciam deliciosos, mas ainda era cedo para doces.

Eu pulei da cama e corri para o banheiro. Depois de um banho rápido eu sabia exatamente como começar o dia. Eu ignorei os vestidos elegantes do Pierre e os ternos de grife da boutique, e vesti um shortinho curto jeans bem desfiado e uma regata cavada de algodão branca. As duas peças marcavam todas as minhas curvas. Eu queria só ver o meu mauricinho se engasgar com aquele suquinho novo que ele andava tomando.

Eu desci os degraus de dois em dois, mas antes de entrar na sala de jantar para o café da manhã, eu ouvi a voz do encostado do Otto começando a implicar com o Dante. O Otto falava com naturalidade, como se a relação dele com o Dante fosse uma fraternidade linda.

- Você viu as notícias, primo? O seu médico se aposentou. O que você vai fazer agora? Sua saúde precisa de cuidados, se quiser posso te indicar o pai de um conhecido. - O Otto falou, parecendo muito interessado em descobrir quem seria o novo médico do Dante.

Eu entrei na sala a tempo de ver o Dante beber o seu copo de suco com toda a calma do mundo. Eu também vi os olhos dele se fixarem em mim no momento em que entrei e o brilho neles fez o meu corpo vibrar. Ele colocou o copo sobre a mesa e sem encarar o Otto ele respondeu:

- Sim, Otto, eu vi as notícias. As decisões do Dr. Hércules Medina sobre a vida dele não são da minha conta. E quanto a outro médico… - O meu marido pronunciou devagar e inabalável. - Você não precisa se preocupar. Eu já tenho tudo de que preciso.

Ele esticou a mão para mim e foi nesse momento que eu fui direto para o colo do Dante, sem me importar com os olhares daqueles agregados ou os resmungos da Aurélia. Eu me acomodei de forma ousada, passando uma perna para o outro lado e me sentando de frente para o meu marido, com os braços em volta do seu pescoço e colando os meus lábios na sua boca com um beijo longo, ardente e ousado, que deixou as hienas na sala roxas de puro ódio.

- Que vulgaridade, Dante! - A Aurélia não se conteve. - Essa mulherzinha anda semi nua pela casa e agarrando você como se isso aqui fosse um prostíbulo! Você está envergonhando o seu sobrenome!

Eu parei de beijar o Dante e nós sorrimos um para o outro antes que eu me virasse, sentando de lado no colo do meu marido e pegando um pedaço de fruta do prato dele.

Capítulo 191: Os incomodados 1

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