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Último Desejo: a dançarina e o bilionário terminal romance Capítulo 28

"Valentina"

No segundo em que o Dante e o Murilo saíram para a holding, eu marchei de volta para a suíte para me trocar, por mais que eu tivesse me divertido no café da manhã, eu tinha coisas importantes a fazer. Eu precisava me encontrar com a Tati e visitar a minha avó.

Depois de tomar um banho, eu abri o closet e olhei para todas aquelas roupas que o Dante havia comprado no dia anterior... tudo o que eu escolhi. E a melhor parte era que quando chegamos em casa já estava tudo devidamente organizado pela eficiente D. Marta. Eu olhei para todas aquelas roupas bonitas. Eu não estava acostumada a ter tantas coisas. A verdade é que eu sentia como se nem fosse nada meu. Eu olhei para as poucas coisas que chegaram nessa casa comigo, estava tudo ali, ao lado das coisas chiques e caras.

- Quer saber, o Dante vive dizendo para eu ser eu. - Eu falei para mim mesma e peguei na gaveta uma calcinha e um top brancos, tirei o meu short jeans desfiado do cabide e peguei outra camisa branca do Dante. Isso ia servir.

Um look que unia os meus dois mundos: deixei a camisa totalmente aberta, revelando o top de branco por baixo, e amarrei as pontas em um nó firme na altura da minha cintura bem marcada. Vesti o meu short jeans, calcei uma sandália plataforma e prendi meus cabelos ondulados e volumosos em um rabo de cavalo alto e imponente. Finalizei com argolas douradas gigantes nas orelhas e, já que o Dante disse que eu podia usar as coisas dele, peguei uns óculos escuros quadrados. Coloquei na minha bolsa tipo sacola com estampa de oncinha a minha agenda, a carteira e uma necessaire. Me olhei no espelho de novo e verifiquei se o meu batom vermelho mais chamativo não estava borrado. Eu gostei do que vi, era completamente eu de uma forma diferente.

Eu desci as escadas ignorando a cara de tacho da Aurélia no sofá quando eu passei. Eu ia passar direto, mas não me aguentei, voltei dois passos e olhei para ela, abaixando os óculos.

- Você passa o dia sem fazer nada mesmo, perua? Como se fosse um móvel da casa? - Eu perguntei e ela torceu o nariz.

- O que eu faço não é da sua conta, atrevida! - Ela respondeu irritada.

- Depende. Esta é a minha casa, você escutou o que o meu marido te disse. Mas eu só estava pensando que vidinha chata a sua. Só sentada aí como um móvel velho e inútil que a gente não pode jogar fora. Sem nada de útil pra fazer. Vai tomar um sol, perua, vitamina D, sabe?! Ajuda a fortalecer os ossos, sabia?! Na sua idade é importante.

- A minha vida não é da sua conta, sua desqualificada! - Ela se levantou e deu dois passos em minha direção. - Olha pra você, uma mulherzinha sem elegância... quer dizer, mulherzinha é jeito de falar porque olha o seu tamanho... não tem graça, não tem delicadeza, é só um corpo... grande, que ofende os olhos da gente.

Capítulo 28: Parece um móvel da casa 1

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