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Último Desejo: a dançarina e o bilionário terminal romance Capítulo 27

"Dante"

Eu estava observando o desenrolar da cena sentindo uma satisfação e uma tranquilidade absurdas. A Valentina era como um vendaval que estava passando e revirando tudo de pernas para o ar e eu estava gostando de como as coisas estavam acontecendo muito mais do que pensei. E eu não era o único que estava gostando, o Murilo estava tendo um sonho realizado ao ver a Valentina colocando todos ali em seus lugares, porque ele sempre me falava que eu dava liberdade demais para eles.

- Dante, o que essa mulher quer é uma aberração! Todos vão rir de nós. - A Aurélia reclamou em defesa do filho.

- Pra você, perua, eu sou a Senhora Montenegro. - A Valentina começou. - Dornelles, existe alguma cláusula no testamento do meu finado sogro referente a esse playboy inútil?

- Não, Sra. Montenegro. O Montenegro pai não citou o inútil em nenhum momento do testamento e não o agraciou com nenhuma benesse. Embora o Dante ainda não tenha revisto a mesada que o inútil recebe da holding. - O Murilo explicou e eu me peguei pensando em como não tinha me preocupado com isso antes.

- Ah, não? Mas a empresa não pode jogar dinheiro fora assim. Ela pode falir por causa desse tipo de excesso. - A Valentina comentou exageradamente e ver os olhos da Aurélia se arregalarem de horror era muito divertido.

- Você tem toda razão, Encrenca. Murilo, mande cortar imediatamente qualquer benefício que o Breno tenha na holding. Ele não é nosso funcionário, não tem porque receber um salário. - Eu determinei e vi o ódio brilhando nos olhos da Aurélia.

- Ótimo! Inútil, você tem até o final da semana, sugiro que pare de se empanturrar e vá procurar um emprego. - A Valentina disparou. - Agora! Antes que eu resolva só te colocar na rua hoje mesmo. Eu posso, não posso, Dornelles?

- Ah, o inútil sim você pode colocar na rua. - O Murilo confirmou muito sério e o Breno se levantou e saiu da sala de jantar quase correndo.

- Ótimo! Próximo tópico, a perua plastificada. - A Valentina cravou como se estivesse em uma reunião de diretoria. - Quais são os direitos dela?

- Ela pode morar na casa enquanto viver, mas se casar de novo deve sair. E ela recebe uma pensão enquanto viver, mas perde se casar de novo. Na abertura do testamento ela já recebeu uma quantia significativa a título de indenização pelos três anos que ficou casada com o Montenegro pai. - O Murilo explicou.

- Três anos? Sério? - A Valentina olhou para a Aurélia franzindo as sobrancelhas. - Perua, você bota tanta banca que eu achei que esse casamento tinha durado muito mais. Coitado do meu sogro, nem ele aguentou. - Ela deu um suspiro alto e foi impossível não rir, considerando que o meu pai morreu por um infarto fulminante durante uma discussão com a Aurélia sobre o quanto o Breno era "sem propósito na vida". - Bom, tenho que te suportar, perua, porque eu duvido muito que apareça algum guerreiro que seja mais santo que o meu sogro e queira te levar daqui.

- Sua insolente! - A Aurélia bateu o guardanapo sobre a mesa e se retirou bufando de raiva.

- É, a perua não costuma ser muito gentil com as pessoas não, acho bem difícil conseguir um pretendente. - O Murilo comentou como se jogasse palavras ao vento.

- Os sacrifícios que fazemos por amor, não é, Dornelles. Até suportar essa aí. - A Valentina comentou. - E com isso chegamos ao terceiro tópico. O primo encostado. Por que ele pode morar aqui?

Capítulo 27: Colocando todos para fora 1

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