"Dante"
Assim que o Murilo saiu eu fui até a porta e a tranquei. Voltei com passos lentos até a mesa da Valentina, observando a minha esposa chupar o dedo sujo de chocolate.
- Você vai comer esse chocolate todo sozinha, Encrenca? - Eu perguntei ao me curvar sobre ela. Ela olhou para cima, pegou um pedaço de chocolate e colocou na minha boca com os olhos faiscando.
Eu mordisquei o dedo dela e segurei o seu pulso, o chocolate derreteu na minha língua, enquanto os meus olhos estavam presos nela. Eu me aproximei da boca dela devagar, até capturar os seus lábios nos meus. O doce do chocolate na sua boca tornava aquele beijo ainda mais viciante. Ela passou os braços em volta do meu pescoço e eu a puxei pela cintura, no segundo seguinte aquele beijo era frenético como um trem descarrilado indo de encontro ao desastre.
Eu a girei e a ergui pela cintura, a colocando sentada sobre a mesa, me encaixando entre as suas pernas fortes que enlaçaram o meu quadril, me prendendo grudado nela. As minhas mãos deslizavam pelo corpo dela, enquanto as dela se enfiaram debaixo do meu paletó, desenhando os meus músculos sobre a camisa.
- Dante... tá quente aqui... o ar condicionado tá desligado? - Ela perguntou enquanto eu passei a beijar o seu pescoço.
- Acho que não tem nada a ver com o ar condicionado, Encrenca. Mas você sempre pode tirar a sua roupa pra mim. - Eu brinquei, já tirando o blazer dos ombros dela e o jogando no chão. - Você fica linda nesse tom de roxo escuro, sabia?!
- Presta atenção, Chicletinho: eu sou linda de qualquer jeito. - Ela falou cheia de confiança, me fazendo rir no seu pescoço.
- É, isso é uma grande verdade. - Eu concordei, abrindo os botões da blusa dela e a deixando com aquele sutiã de renda quase transparente. Minhas mãos tocaram as laterais dos seios dela, sentindo a maciez do tecido aquecido pela sua pele que estava em chamas.
- Nós estamos no escritório, Dante. - Ela tentou me refrear, mas eu estava decidido a provar a minha esposa com chocolate.
- A porta está trancada, a sala tem isolamento acústico, você vai passar a tarde inteira longe de mim e eu vou tirar o seu sutiã agora. - Eu justifiquei e abri o fecho do sutiã, o arremessando pela sala. Eu ergui a cabeça e olhei para os seios dela que enchiam as minhas mãos grandes enquanto os meus polegares roçavam os seus mamilos. - Eu nunca vi nada tão perfeito!
A Valentina fechou os olhos e mordeu o lábio inferior, quando eu me abaixei e abocanhei um mamilo. Minha língua alternava entre lambidas e movimentos circulares e minhas mãos massageavam ora um ora outro. Eu me sentia no paraíso com essa mulher. Eu esfreguei o meu quadril no dela para que ela sentisse a minha ereção monumental e soubesse exatamente o poder que tinha sobre mim. Ela soltava gemidos baixos de prazer e incentivo. Era delicioso me perder no corpo dela e, mesmo que eu não pudesse ir até o fim, eu estava viciado em senti-la da forma como podia.
Enquanto eu me divertia com os seus seios, eu abri o zíper da calça dela e coloquei a minha mão por dentro, sentindo a sua intimidade que parecia em chamas, ela estava toda molhada. Eu a deitei sobre a mesa e, no momento em que eu ia tirar a sua calça, o interfone tocou insistentemente e eu ouvi um tumulto do lado de fora.
- Puta que pariu! - A Valentina xingou e eu ri baixinho, indo beijar a boca dela.
- Está brava, Encrenca? - Eu brinquei e ela estalou a língua.

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