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Último Desejo: a dançarina e o bilionário terminal romance Capítulo 95

"Valentina"

Eu pisquei os olhos devagar na penumbra, sentindo o efeito da sedação leve da clínica de fertilização ceder aos poucos e o meu corpo relaxar. Era como se uma névoa flutuasse em minha mente, fazendo tudo parecer distante como um sonho. Eu sentia uma cólica leve e um incômodo interno insignificante, mas o silêncio e a paz que me envolviam eram muito bem vindos.

A primeira coisa que eu percebi quando a névoa se dissipou da minha mente foi uma mão grande, firme e quente segurando os meus dedos com um cuidado infinito. O Dante estava sentado na poltrona ao lado do leito, segurando a minha mão como se me ancorasse. Ele tinha uma expressão séria, com um traço de preocupação atravessando o seu rosto bonito.

- Você finalmente voltou para mim, Encrenca! - O Dante sussurrou, a sua voz saindo naquele tom baixo e doce que fez o meu coração disparar no peito. Ele se inclinou sobre o leito, depositando um beijo carinhoso na minha testa. - Como você se sente?

- Com preguiça. - Eu brinquei e recebi seu sorriso, aquele que formava aquelas marquinhas nos olhos como se o sorriso os empurrasse para cima. - Deu tudo certo?

- O médico concluiu o procedimento sem nenhuma intercorrência. A coleta dos seus óvulos foi um sucesso e o material já está no laboratório para o início do nosso implante. Na próxima segunda nós temos um horário marcado para que você receba o embrião. Você está pronta para isso? - Ele perguntou suavemente.

Eu tentei me sentar na cama, soltando uma careta manhosa por causa da lentidão do meu corpo causada pela anestesia, e dei uma risada fraca diante do jeito protetor dele.

- O que foi? Você está com dor? Está passando mal? Eu vou chamar um médico. - Ele se afobou e eu apertei os dedos dele entre os meus chamando a sua atenção.

- Eu estou bem, Chicletinho. Eu não sou uma florzinha delicada, não. - Eu sorri e expliquei. - É só o efeito da sedação passando. E sobre a sua outra pergunta, eu estou pronta, Dante. Um pouco ansiosa, mas confiante. E vou ficar ainda mais confiante se você estiver comigo.

O Dante me puxou para o seu peito, me inundando com o calor do seu corpo de forma protetora.

- Eu lidaria com a morte e a mandaria voltar mais tarde, mas não permitiria que você enfrentasse este purgatório médico sozinha, Valentina. - Ele declarou firme perto do meu ouvido. - O nosso filho é a nossa prioridade de vida, todo o resto pode esperar.

Um toque leve na porta e uma enfermeira simpática entrou, ficando corada ao interromper o nosso abraço.

- Olá! Eu vim ajudar a Sra. Montenegro a se preparar para ir para casa. - Ela sorriu gentilmente. - Como a senhora está se sentindo?

Vinte minutos depois eu estava acomodada no banco de trás do carro do Dante. Ele me puxou para perto e eu deitei a cabeça no peito dele durante o trajeto de carro até a mansão, sentindo as mãos firmes dele segurando a minha cintura. O bebê que estava por vir já não era mais uma cláusula contratual, era o nosso maior fio de esperança e era o que manteria a minha sanidade quando o Dante me deixasse.

- Eu vou cuidar de cada detalhe do seu repouso hoje. - Ele declarou.

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