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Último Desejo: a dançarina e o bilionário terminal romance Capítulo 97

"Dante"

Eu aproveitei a resposta ácida que a Valentina deu para o Otto e deslizei o indicador pela tela do tablet, inserindo a minha assinatura digital e me virei para o Conselho.

- Senhores, os fatos estão aí, muito claros. Eu já determinei que seja instaurada uma auditoria no financeiro e na contabilidade a fim de verificar se houve conivência de algum funcionário nesses departamentos. Qualquer um que tenha participado desse esquema fraudulento será demitido sumariamente. Mas, quanto ao Otto, eu gostaria de fazer uma votação no Conselho.

- Isso tudo é muito grave, Dante, principalmente vindo de um membro da sua família. - Um dos conselheiros apontou e me encarou por um momento. - Eu proponho que resolvamos internamente, em consideração a memória do seu pai que realmente considerava muito o Otto. Mas a Sra. Montenegro realmente tem razão, nós não queremos uma raposa no nosso galinheiro. - O conselheiro deu um sorriso afável para a Valentina. - Sugiro que ele seja demitido por justa causa, mas que não denunciemos o caso às autoridades. É lamentável, Otto, e uma decepção.

- Muito bem. Os que concordarem, por favor levantem as mãos. - Eu perguntei e um a um os conselheiros levantaram a mão. - Os senhores são mais benevolentes que eu. - Eu comentei e me virei para o Otto que estava com o semblante deformado pela fúria. - A brincadeira acabou, Otto. - Eu decretei com total frieza, cruzando os braços sobre o peito. - Você está formalmente demitido por justa causa desta holding a partir deste segundo. Um segurança irá acompanhá-lo até a sua antiga sala para que você pegue os seus pertences pessoais e depois o acompanhará até a saída.

O Otto congelou na cadeira, paralisado de pânico real perante os dez acionistas que balançavam as cabeças em total desaprovação. Ele estava se dando conta de que não poderia fazer nada para reverter a situação.

Eu peguei o telefone e pedi à secretária que enviasse dois seguranças para a sala de reunião. O Otto estava passando de um vermelho vivo para um roxo sombrio.

- Acompanhem o Sr. Otto até a sala dele. Ele deve retirar apenas itens pessoais. Depois o acompanhem até a saída. - Eu ordenei quando os seguranças entraram.

- Isso não vai ficar assim, Dante! Você não vai me humilhar assim. - O Otto rangeu os dentes.

- Foi a decisão do Conselho, Otto. E o Conselho é soberano. - Eu declarei.

- Pois vocês todos vão se arrepender e vão me implorar para voltar quando o moribundo aí não conseguir mais assinar nem uma ordem de serviço. - O Otto falou com o Conselho apontando para mim.

- Chega, Otto! - A Valentina bateu a mão na mesa e ficou de pé. - Seguranças, podem arrastar o ladrãozinho para fora. - Ela decretou com total autoridade, sendo observada pelos conselheiros com respeito.

- Eu vou te esperar em casa, Dante. E quando você chegar, nós dois vamos ter uma conversa. - O Otto tentou manter a dignidade, mas era tarde demais.

- Não, encostado. A conversa vai ser comigo na minha casa. - A Valentina continuou. - E já te aviso, pode começar a procurar outro emprego, porque já me basta a Aurélia à toa o dia inteiro empoleirada no meu sofá!

Um dos conselheiros escondeu o riso, provavelmente deve ter se deparado com o Breno no clube e agora deve ter entendido o que o filho mimado da Aurélia estava fazendo dirigindo um carrinho para transporte dos membros do clube.

- Eu te espero em casa, Dante! - O Otto grunhiu ao passar por mim em direção a saída.

- Ui, falou igual esposa traída que pega o marido no flagra. - A Valentina debochou.

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