Um bebê para o CEO italiano romance Capítulo 16

Nada conseguia fazer aquela mulher sair da minha cabeça. Dois malditos anos que eu não pisava no Brasil. Dois malditos anos que eu dormia e acordava pensando em olhos verdes e cabelos negros sedosos. Da noite maravilhosa que tivemos e, logo depois, ela sumiu e me deixou ali, no quarto do hotel, completamente perdido e de pau duro. Eu tinha muitas ideias para quando acordássemos, eu queria passar as minhas últimas horas no Brasil com ela e, quem sabe, até levá-la comigo para a Itália. Só que, ao me ver sozinho no quarto, eu me senti completamente abandonado e desnudo.

Eu queria poder ter ficado e procurado por ela, assim como eu procurei no hotel, mas ela pareceu ter desaparecido. Ninguém a viu saindo, para o meu total desespero. Até porque eu sabia que ela era real, eu a tive em meus braços, eu a fiz gozar várias vezes. Eu beijei todo o seu corpo, também a vi dançando na Passione. Não era para mim ter ido lá aquela noite, mas por algum motivo eu quis conferir algumas coisas, já que iria viajar no dia seguinte. Eu não me arrependi de ter ido, pois lá eu a vi a mulher mais linda, incrivelmente encantadora, sorridente e sensual que eu jamais pensei existir.

Ela me teve hipnotizado enquanto se mexia no ritmo da música. Eu não conseguia desviar os meus olhos de onde ela estava, tinha a impressão de que todos também estavam hipnotizados por aquela garota. Por pensar daquele jeito foi que eu fui até ela. A senti se mexer e só a acompanhei, sem alarde e sem deixá-la desconfortável, mas eu me fazia presente para qualquer outro idiota que pensasse em se aproximar dela. No momento em que fiquei tão perto, eu me senti alucinadamente fora de mim e a quis bem mais do que eu poderia prever.

Esses dois anos na Itália foram totalmente angustiantes, só recebendo notícias dos meus negócios aqui enquanto eu ficava lá, sendo pressionado pelos meus pais a assumir o controle da empresa e largar o que, na opinião deles, é só uma brincadeira, um teste para assumir o controle dos negócios da família. Ficar dentro de um escritório em uma fábrica não era a coisa que eu queria fazer exatamente. Por isso, no Brasil eu tinha achado o meu ramo certo. Eu gostava da boate, do restaurante e do bar, que eu havia fundado com dinheiro que era fruto dos meus investimentos bem feitos.

Eles estavam me pressionando tanto, a ponto de dizer que só iriam passar para o meu nome a chácara que o Nonno deixou para mim depois que eu encontrasse uma bela Ragazza e tivesse um Bambino. Eu confesso que até tentei, mas nada nem ninguém conseguia arrancar a brasileira dos meus pensamentos e dos meus malditos sonhos. Eu já não sabia mais o que fazer. Cheguei a ter alucinações em plena luz do dia com aqueles olhos. Eu a vi tão radiante sob o sol da Toscana, mas era apenas uma ilusão da minha mente, fruto do meu desejo de tê-la ali comigo. Como eu desejei lhe mostrar cada canto da minha Itália que poderia ser nossa.

— Você nunca esteve tanto tempo longe dos seus negócios. — Átila falou enquanto me inteirava de tudo o que eu havia perdido. Não era muita coisa, até porque ele e Quim me mantinham muito bem informado e eram as pessoas em quem eu mais confiava ali. — O deputado Rodolfo Prates, ele tentou fazer outra proposta. — Átila falou, e eu bufei. Já havia recusado inúmeros pedidos dele de uma sociedade. Os meus negócios não seriam palco para lavagem de dinheiro. Aquilo estava totalmente fora de cogitação!

— Você sabe muito bem o que eu penso disso. — Praticamente rugi e vi Átila balançar a cabeça. Até porque ele sabia, não precisava que eu ficasse recordando a ele. — Esse cara é um corrupto, me admira um país com tudo para ser uma potência não saber escolher bem os seus governantes. — Falei, e Átila riu. Ele sabia que o sujeito me tirava do sério desde que eu o vi pela primeira vez, com aquele tipo cínico dele. — Esqueçamos esse crápula. — Pedi — Eu não quero estragar o meu dia. Me fale do tal administrador. — Solicitei, e ele levantou a sobrancelha.

— Na verdade, eu acho que você não entendeu direito. Não é um administrador. — Ele falou, me fazendo franzir o cenho em sua direção. Naquele momento eu já não estava entendendo mais nada, eu tinha ouvido perfeitamente que já haviam conseguido um novo administrador no lugar do último que andou causando problemas. — É uma administradora. — Explicou, e eu levantei a sobrancelha. Aquele drama todo. Átila sabia bem que eu odiava enrolação, e ele estava fazendo exatamente aquilo comigo.

— Va bene. Qual o motivo de toda a enrolação, Átila? — Questionei, e ele fez um ar de riso. Se eu não gostasse de Átila, eu o expulsaria dali a pontapés. Vi ele pegar a ficha da tal administradora, me entregou, e eu não vi nada demais ali, a não ser uma recomendação fixa de Quim. — Ela é conhecida dele? — Questionei, e ele negou.

— Aparentemente não, mas veio indicada diretamente por ele. Eu preciso dizer que a garota é um verdadeiro achado. — Ele afirmou, e eu tive vontade de revirar os olhos. Átila me contou sobre a desenvoltura e a rapidez com que ela agia para manter tudo em ordem. Das novas ideias que ele trouxe para o Veneza, Tortelline e Passione. Confesso que fiquei bem impressionado, pois na ficha dela dizia que não tinha experiência. Era o primeiro emprego depois de formada, o que era muito curioso. Eram dois anos sem trabalhar, mas aquilo não diminuiu o talento que ela estava demonstrando ali.

— É, parece que realmente ela vale cada centavo. — Falei com um ar pensativo. Eu não havia conseguido me concentrar direito desde que coloquei os pés no país novamente. Parece que até as coisas que eu mais gostava, que eram os meus empreendimentos, eram meras formalidades. — Átila, eu quero encontrar uma pessoa. — Expliquei, e ele me olhou com estranheza enquanto abria e fechava a boca diversas vezes.

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