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Um Filho Para O CEO — Encontrando uma família romance Capítulo 5

Lorenzo Narrando...

A merda do café ainda está no meu terno. Armani. Preto. Único. Cada detalhe sob medida, tecido italiano, costura invisível, o tipo de roupa que grita poder sem precisar de logotipo. E agora está manchado. Um borrão marrom como se fosse sangue seco.

Eu caminho em silêncio, mas por dentro… aqueles olhos azuis, me atormentam de uma forma que não tem explicação, só pode ser a indignação de como alguém pode ser tão desastrada.

Chego ao setor jurídico. Gabriel está de pé, braços cruzados, trocando ideia com três advogados. Quando me vê, ergue a sobrancelha, analisa minha expressão e entende que não é hora de pergunta inútil. Ele me conhece demais.

Ricardo — A ministra já mandou a cópia assinada digitalizada — ele fala baixo. — Contrato fechado.

— Ótimo. — respondo, seco.

Um dos advogados começa a explicar cláusulas, anexos, riscos calculados. Eu escuto, mas minha mente ainda volta pra cena do corredor. Helena. O nome ecoa como um sussurro irritante. Aquela garota de uniforme barato, com cheiro de desinfetante e mãos trêmulas.

Uma mancha de café. Uma falha na minha ordem perfeita.

— Lorenzo? — Gabriel me chama. — Quer que a gente processe os aditivos ainda hoje?

— Façam. — digo. — E limpem qualquer detalhe que possa dar brecha pro marido dela.

Eles assentem. Eu não preciso explicar muito. Aqui, cada palavra minha vale mais que um parágrafo de contrato.

[...]

Às 14h, já estou na sala de reuniões.

Reunião com diretores. Cada um tentando impressionar, apresentando gráficos, relatórios, projeções. Eles falam, mas eu vejo além das palavras. Eu leio os medos, as hesitações, os deslizes escondidos nos olhos.

— Senhores — corto a fala de um deles no meio —vocês estão olhando para números como se fossem apenas porcentagens. Isso aqui é guerra. Cada ponto que a concorrência ganha é um tiro contra nós. E eu não admito perder terreno.

Silêncio. O peso da minha voz atravessa a sala.

— Quero um plano de contenção em até 48 horas. Se não entregarem, eu substituo quem não conseguir. É simples.

Eles assentem, nervosos. E continuamos ali discutindo assuntos referentes à empresa.

[...]

No fim da tarde, voltei pra minha sala. O relógio marca 17h12. O reflexo do vidro mostra meu rosto cansado, mas o olhar continua frio, firme.

E então, de novo… o nome aparece na minha mente.

Helena.

Quem diabos é essa garota? Somente uma faxineira?

A maioria que cruza comigo se curva, me evita, me idolatra em silêncio. Mas ela… ela foi diferente.

Toco o botão do interfone.

— Marta. — digo. — Traga o dossiê completo da funcionária chamada Helena. Setor, idade, histórico. Quero tudo.

Ela hesita um segundo antes de responder.

— Senhor, temos várias Helenas no quadro.

— Então comece pela que quase me atropelou no corredor hoje cedo.

Capítulo 5 — Que diabos é isso? 1

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