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Um Filho Para O CEO — Encontrando uma família romance Capítulo 8

Helena Narrando...

O dia amanheceu e eu já estou aqui de pé, terminando de me arrumar para ir trabalhar. Passei a madrugada rolando na cama, com a mente inquieta, como se cada pensamento fosse uma agulha espetando meu corpo. Meus olhos ardiam, pesados, mas mesmo assim não consegui me desligar.

Mas enfim, espero de verdade que hoje eu não veja o Lorenzo Vasconcellos, espero que ele tenha esquecido do ocorrido de ontem e eu possa continuar trabalhando como uma pessoa invisível, onde não sou vista por ninguém, muito menos por ele.

Saí do meu quarto, com a mochila nas costas e fui até o quarto da minha mãezinha. Abri a porta com cuidado e lá estava ela.

A cada dia que passa, minha mãe parece encolher mais, como se o corpo dela estivesse se apagando pouco a pouco. Me aproximei devagar, ajeitei a coberta que teimava em escapar de seus ombros finos e senti um nó se apertar no meu peito.

— Já tá de pé, filha? — ela murmurou, a voz rouca, meio perdida entre o sono e o cansaço.

— Tô, mãe, eu já tô indo e… você precisa descansar.... tá, mais tarde estou de volta... — Sorri de leve, aquele sorriso forçado que aprendi a usar pra esconder o desespero.

Ela sorriu fraco, e fechou os olhos de novo, mas eu sabia que não dormia. Minha mãe carrega a mesma insônia que eu, a mesma preocupação que nunca se cala. Eu sou os braços dela agora, as pernas, a força. Se eu fraquejar, tudo desmorona.

Senti uma lágrima escapar dos meus olhos, mas limpei de imediato.

Me aproximei e dei um beijo na sua testa e dei as costas, saindo dali e intercedendo pra que quando eu volte, minha mãe ainda esteja aqui comigo e que esse câncer agressivo não tenha consumido ela.

Saí de casa, ajeitei a mochila nas costas e fui para o ponto de ônibus, como sempre, eu ando de cabeça baixa, perdida nos meus pensamentos.

O ônibus demorou quarenta minutos pra passar, e quando chegou, já vinha lotado, como sempre. Entrei espremida, o corpo colado em desconhecidos, o ar pesado de suor e pressa. Me segurei na barra de ferro, tentando equilibrar o corpo a cada freada brusca.

O caminho até o centro da cidade é sempre o mesmo: prédios se multiplicando, carros importados cortando as avenidas, gente com roupas caras e olhares apressados, como se vivessem em um mundo que nunca vai tocar o meu. E no meio desse contraste, eu, com meu uniforme cinza, segurando firme minha bolsa, torcendo pra que o dia de hoje não seja um desastre.

Capítulo 8 — Mais um dia 1

Capítulo 8 — Mais um dia 2

Capítulo 8 — Mais um dia 3

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