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Um Filho Para O CEO — Encontrando uma família romance Capítulo 6

Lorenzo Narrando — Dia Seguinte

A manhã começa cinza. Levanto, tomo banho, visto outro terno. Preto, de novo. Nunca erro na escolha. No espelho, vejo o homem que todos temem: implacável, frio, impossível de derrubar.

Eu saio do meu quarto, passo pelo corredor e desço as escadas, tranquilo, até ver ele.

DROGA!

— Heitor. — digo, surpreso com a sua presença.

Meu pai.

O homem que me deu o sobrenome, mas nunca me deu paz. Está parado na minha porta, paletó azul-marinho, bengala em uma mão, olhar severo, envelhecido.

— Lorenzo. — ele responde. — Já não bastava você me evitar nas reuniões do conselho, agora também pretende me evitar aqui na sua cobertura?

— Pai, eu preciso trabalhar, não estou com tempo para conversas. — falo firme e ele ignora. — O que você quer?

Ele anda até a sala, como se fosse dono do lugar. E, de certa forma, ele é. O império que eu administro foi construído com o sangue dele. Ele me olha, se j**a no sofá de couro como se estivesse muito à vontade.

— Quero falar sobre o futuro. — diz, firme. — E o futuro não é só a V-Tech. O futuro é o nosso sangue, Lorenzo.

Reviro os olhos.

— Não começa. — Falo passando a mão na nuca e encarando ele.

— Já comecei. — retruca, batendo a bengala no chão. — Você tem trinta anos. Trinta anos! E até hoje não me deu um neto. Vive cercado de contratos e mulheres que não passam da noite seguinte. Isso não é legado. Isso é desperdício.

Rio de canto, sarcástico.

— Legado? Eu já sustento um império avaliado em bilhões. Isso não é legado suficiente pro senhor?

Ele estreita os olhos.

— Dinheiro não segura sobrenome. Precisa de herdeiro. Precisa de continuidade, Lorenzo.

— Herdeiro? — me aproximo, a voz baixa, mas cortante. — Eu sou o herdeiro. Eu sou a porrä do sucessor que manteve esse império vivo enquanto o senhor se aposentava em Paris.

— Não se iluda, garoto. — ele dispara, e o veneno no tom ainda me atinge, mesmo depois de todos esses anos. — Se eu quiser, eu tomo tudo de você.

Silêncio. Meu maxilar se contrai. Ele sabe onde cutucar.

— Você não faria isso. — digo e ele puxa um sorriso de canto.

— Quer apostar? — ele rebate. — As ações preferenciais ainda têm meu nome. O conselho ainda me respeita. Você acha que reina sozinho, mas não passa de um lobo alimentado por mim, Lorenzo.

— Eu transformei essa empresa, pai. — minha voz cresce. — Eu a tornei global. Multipliquei o patrimônio. Fiz o que o senhor jamais teve coragem de fazer.

Ele se levanta, lentamente, mas com a imponência que sempre teve. O olhar dele crava no meu.

— Mas não deixou nada além de cifras. Nenhum herdeiro. Nenhum neto. Nenhuma família. Só contratos e prostitutas de luxo.

Eu cerro os punhos. A raiva pulsa dentro de mim.

Capítulo 6 — Me Casar? 1

Capítulo 6 — Me Casar? 2

Capítulo 6 — Me Casar? 3

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