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Uma noite, uma vida romance Capítulo 104

RENAN NARRANDO:

A noite com Duda estava me levando a um estado que eu não sabia mais se era êxtase ou loucura. Sexo com ela era algo surreal, a intensidade que ela colocava em cada toque, cada gemido, me deixava completamente fora de mim. Ela era ao mesmo tempo uma mistura perfeita de safada e meiga, como se soubesse exatamente o que eu precisava em cada momento. Quando a piscina virou nosso playground, eu esqueci completamente de qualquer outra coisa. Não me importava que estivéssemos molhando tudo ao redor; Aquele lugar parecia ter sido feito para ela, para nós.

Assim que saímos da água e fomos para o sofá, nem pensei nas toalhas ou nas roupas molhadas. Apenas me deixe levar. Dane-se as regras, dane-se o mundo. Duda era como uma tempestade, imprevisível e irresistível, e eu estava no olho do furacão.

E depois dela me fazer gozar duas vezes, tivemos que fazer uma pausa quando a campainha tocou. A comida que pedi finalmente chegou. Estava faminto, a ideia de devorar uns tacos me parecia tão boa quanto o que estávamos fazendo momentos antes. Ela riu quando me viu vestido apenas com um roupão, e nós dois fomos para a mesa. Eu, que sempre fui meticuloso com algumas coisas, principalmente quando se tratava de sentar à mesa, me vi ignorando todas as formalidades que aprendi na minha família tradicional italiana.

Ela estava completamente à vontade com um roupão branco que entreguei a ela, lambendo os dedos cheios de pimenta enquanto ria das minhas caretas por achar tudo apimentado demais. Duda era leve, descontraída, e fazia eu me esquecer de qualquer outra coisa.

Até que ela começou a fazer perguntas.

— Então me conta, você é solteiro? Porque percebi uma leve marca no seu dedo esquerdo, e eu não costumo me envolver com homens casados ​​— disse ela, casualmente, entre uma mordida e outra nas batatas fritas.

Meu corpo congelou por um segundo. Ela tinha notado a marca da aliança. Olhei para a minha mão, e lá estava, quase imperceptível, mas visível o suficiente para alguém observador como ela.

— Estou divorciado já há alguns meses — respondi, tomando um gole de água para aliviar o ardor dos burritos e, ao mesmo tempo, ganhar tempo.

— Hum, então você foi casado por muito tempo? — Duda continuou perguntando, sem parar de comer.

— Não muito. Cinco anos casados, mas no total foram oito anos juntos — eu disse, tentando manter uma resposta objetiva.

— Uau... muito tempo. E por que se separaram? — A pergunta foi direta, me fazendo respirar fundo.

Eu pude sentir meu sangue começando a ferver só de lembrar de Micaela, da traição, da humilhação que senti quando descobri que o outro era ninguém menos que o irmão da mulher sentada a minha frente.

— Porque ela me traiu — soltei, finalmente. — Demorei para enxergar o que estava bem na minha frente. Ela era infiel, manipuladora... até que consegui as provas. Ela tinha um caso com outro, alguém que inclusive trabalhava comigo.

Duda parou de comer por um segundo, surpresa.

— Nossa, que situação horrível. Sinto muito... vocês têm filhos? — ela disse, de um jeito que me fez pensar por um instante se aquilo tudo era um teste.

Será que ela sabia mais do que estava mostrando? Será que foi assim que ela conseguiu meu número? Ela descobriu quem eu sou? Aquela dúvida me corroeu enquanto eu observava ela esperando minha resposta.

— Não. Ela não queria filhos, e eu sempre estava ocupado demais com o trabalho. Hoje, vejo que foi melhor assim — menti, sabendo que aquilo não era a verdade completa.

Eu sempre quis uma família, mas Micaela culpava minha dedicação ao trabalho como desculpa para adiar esse sonho. E eu, estúpido, permiti que ela me convencesse.

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