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Uma noite, uma vida romance Capítulo 28

MICAELA NARRANDO:

Rodrigo passou a mão pela cabeça, parecendo cansado.

— Mica, ela se ofereceu para fazer o exame de DNA. Não acho que ela estaria mentindo. — Ele insistiu, com uma convicção que só me deixava mais irritada por dentro.

Mas eu não podia mostrar isso. Sorri, mantendo o tom doce.

— Meu amor, é exatamente isso. Ela ofereceu o exame porque sabia que você ia pedir. É a maneira dela de ganhar sua confiança, de mexer com a sua cabeça.

Ele hesitou por um momento, e eu sabia que precisava plantar mais dúvidas.

— Ela não pareceu oportunista. Pelo contrário, ela parece tão… esforçada. — A voz dele carregava uma nota de empatia que me incomodou profundamente.

Esforçada. Esse elogio ressoou na minha mente como uma faca. Mas eu mantive o sorriso.

— Essas são as piores, querido. As que se fazem de santas, esforçadas — Falei com uma leve risada, tentando parecer descontraída. — Você mesmo já me disse que detestava meninas mais novas porque elas se apegam rápido e faziam de tudo para prender um homem. Suas palavras, lembra?

Rodrigo balançou a cabeça, confuso.

— Mica, eu... não sei...

A semente estava plantada. Agora era hora de regar.

— Eu só quero o seu bem, amor. — Me aproximei mais dele, buscando seu olhar. — Estamos juntos há tanto tempo, e eu nunca engravidei. Eu jamais te daria um golpe desses. E agora você está chamando esse garoto de filho sem nem fazer um teste de DNA? Todos sabem que você é bilionário, dono de muitas propriedades, quantas entrevistas sobre o mercado financeiro você não fez todo esse tempo?

Ele ficou em silêncio por alguns segundos, e então soltou algo que fez meu sangue ferver.

— Pensando por esse lado, você pode ter razão, mas eu me vejo muito nele, Mica. Pensei em buscá-lo amanhã pra passar o dia comigo. Já fiquei tanto tempo longe dele…

Eu não podia acreditar no que estava ouvindo.

— Nossa, você já quer passear com o... bastardo? — Falei antes de conseguir me conter. — Sem nem ter certeza se ele é seu filho, Rodrigo?

Rodrigo me olhou sério, e senti um frio na espinha.

— Mica, não o chame de bastardo. Se ele for meu filho, eu quero dar tudo pra ele. E você vai ter que tratá-lo bem se quiser continuar comigo.

Aquelas palavras eram como um golpe direto no meu peito. Mordi os lábios por dentro, tentando conter minha raiva.

— Claro, querido... se ele for seu filho, eu vou tratá-lo como se fosse meu. — Eu disse, tentando soar calma, enquanto minhas entranhas gritavam. — E para te provar que sou justa, posso ir com você amanhã fazer o teste de DNA. Assim resolvemos logo isso.

Enquanto ele se ajeitava no sofá, me aproximei com um sorriso suave. Deslizei minhas mãos pelos ombros dele e, sem dizer nada, sentei devagar em seu colo. Senti suas mãos firmes pousarem na minha cintura, e o calor do seu corpo subiu pelas minhas pernas à medida que minha saia subia junto com o movimento. Nossos olhares se cruzaram.

— Obrigado, Mica. — Ele sussurrou, com seus olhos profundos presos nos meus. — Seu apoio é importante pra mim.

Inclinei-me para mais perto, roçando meus lábios na curva do pescoço dele enquanto meu corpo começava a se mover devagar sobre o dele. Minha voz saiu baixa, quase um sopro.

— Estou com você, meu amor... sempre. — Sussurrei, sentindo o calor aumentar entre nós enquanto beijava delicadamente o lóbulo da sua orelha. O cheiro dele era inebriante, misto de colônia amadeirada e algo único que sempre me deixava em chamas.

Ele gemeu baixinho, e eu senti as mãos dele apertarem mais forte minha cintura, seus dedos mergulhando na minha pele, suas palavras saindo em um tom rouco, carregadas de desejo.

— Assim você vai me enlouquecer, Mica...

Eu sorri, movendo-me mais devagar, provocando, enquanto ele segurava firme meus quadris. A tensão no ar era palpável, e a sensação de ter o controle de tudo naquele momento me preenchia de satisfação. Rodrigo me queria, e eu sabia que, com ele, sempre conseguia o que queria.

Seus olhos queimavam os meus, e antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele me puxou para mais perto, seus lábios encontrando os meus com uma fome que eu sabia que só eu despertava nele. As mãos dele subiram pelas minhas costas, e logo ele me deitou no sofá.

Não havia mais espaço para palavras. A tensão entre nós se transformou em algo primal, intenso. Fazíamos amor ali, no sofá, sem nenhuma preocupação com o que viria depois. Porque naquele momento, eu sabia que ele era meu, e eu era a mulher que ele mais desejava.

Cada movimento era uma reafirmação do controle que eu tinha sobre ele, sobre essa situação... E eu sabia que, no final, Rodrigo sempre voltaria para mim, porque ninguém o conhecia ou o entendia melhor do que eu.

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