RODRIGO NARRANDO:
Mesmo com todas as informações, eu tentava absorver tudo, mas sabia que a lista seria útil.
Segurei Rodriguinho com um braço e coloquei a bolsa do bebê no ombro.
Ele estava arrumado como um mini-eu, com uma camiseta, calça jeans, tênis, e os cabelos penteados para o lado.
Gisele pegou outra sacola, dessa vez com alguns brinquedos.
— Aqui estão os brinquedos dele, pra caso precise distraí-lo.
— Você pensou em tudo, né? — eu disse, rindo.
Ela me olhou de um jeito que me fez sentir uma mistura de gratidão e respeito.
Antes de sairmos, ofereci: — Te dou uma carona pro trabalho, se quiser.
Ela hesitou por um segundo, mas aceitou.
— Ah, claro. Assim chego mais rápido no bar.
Descemos juntos, com Rodriguinho no meu colo, brincando com o dinossauro de pelúcia. Quando chegamos ao carro, Gisele notou a cadeirinha no banco de trás e sorriu.
— Fez bem em comprar isso,— ela disse, satisfeita.
— Claro, né. Segurança em primeiro lugar,— respondi, enquanto ajustava a cadeirinha e colocava Rodriguinho dentro. Ele se acomodou, e eu o vi sorrir com seu brinquedo nas mãos, já confortável para a viagem.
No caminho para o bar, o clima estava leve. Gisele olhava pela janela enquanto eu dirigia, e Rodriguinho balbuciava algo ininteligível no banco de trás. A cena toda me fez sentir um misto de paz e orgulho.
Quando chegamos ao Bar do Urso, estacionei em frente. O motor do carro ronronava baixinho, enquanto Gisele descia com delicadeza, ajeitando a alça da bolsa no ombro. Seus olhos encontraram os meus antes de se virar para Rodriguinho. Ela sorriu, aquele sorriso que sempre me desarmava.

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