GISELE NARRANDO:
Chegando à porta, destranquei-a e entrei primeiro, colocando as bolsas sobre o sofá. Meu espaço era pequeno, mas era aconchegante, e o berço de Rodriguinho já estava preparado ao lado da minha cama. Ajeitei os lençóis e organizei o travesseirinho enquanto Rodrigo se aproximava. Ele se inclinou com cuidado, colocando nosso filho no berço, e eu rapidamente cobri suas perninhas com a manta que ele adorava. O toque da pele quentinha me encheu de uma ternura que não dava para explicar.
Rodrigo foi até a sala e se espreguiçou, claramente exausto. Me aproximei dele, falando baixinho para não acordar o bebê.
— Obrigada por ter cuidado dele essa noite. — Eu disse com sinceridade.
Rodrigo me olhou, com os olhos cansados.
— Foi muito bom passar esse tempo com ele... Quero ter outras noites assim, se você deixar.
Nossos olhares se cruzaram por alguns segundos. Ele estava com os olhos profundos, o cabelo bagunçado, e mesmo assim, parecia mais bonito do que nunca. Senti algo mexer dentro de mim, uma sensação de que tentei fugir, mas que parecia insistir em permanecer. Sorri, tentando manter a conversa leve.
— Claro, você pode vir buscá-lo quando quiser, é só me avisar antes.
Ele sorri de volta, aquele sorriso suave que me desarmava.
— Gracias — disse ele, — mas acho que preciso ir descansar, estou exausto.

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