DONA MADAH NARRANDO:
Meus pensamentos congelam, enquanto tento processar o que acabei de ouvir.
— Como assim? Um filho? Ele nunca me disse nada. — Minha voz soa incrédula, quase uma acusação, mas eu realmente não consigo acreditar.
Vittoria então começou a explicar:
— É que ele descobriu recentemente. O bebê é lindo, tem sete ou oito meses. O Alejandro teve que ir ajudar o Rodrigo a cuidar do menino alguns dias atrás. Imagina, seu filho não sabia nem limpar uma fralda! Eu pensei que ele já tivesse contado.
Meus olhos percorrem o ambiente, mas tudo pareceu turvo.
— Estou chocada. Ele não me contou nada — digo, ainda atônita.
Maristela, sempre maternal, se aproxima e pede:
— Madah, deixa eu segurar o Alezinho. — Eu, quase mecanicamente, entrego o bebê para ela, mas minha mente já está longe, tentando entender como Rodrigo, o meu Rodrigo, pôde esconder algo assim de mim.
— Eu não acredito que o Rodrigo está escondendo o filho dele de mim — digo, levantando-me de repente.
Pego a bebida que Sarah me estende, tentando acalmar meus nervos, mas o desconforto só aumenta.
— Calma, Madah. Deve ter uma explicação pra isso— diz Sarah. Ela sempre tenta apaziguar. — Você tem certeza, Vicky, que o bebê é filho do Rodrigo?
— Tenho, tia. Eu vi por foto, mas o Alê foi até lá pessoalmente e me disse que é igualzinho ao Rodrigo… Ele deve estar esperando um tempo pra contar — Vittoria tenta justificar, mas isso só aumenta minha indignação.
Eu não sou apenas qualquer pessoa. Eu sou mãe dele. Como Rodrigo pôde?
— Eu preciso saber dessa história direito— murmurei, ainda incrédula. — Meninas, já vou indo. E obrigada por me contar, querida. Alezinho é lindo."— Tento sorrir para Vittoria, mas meu coração está apertado.
— Ah, tia, fica um pouco mais — Vittoria pede, mas meu foco já não está mais na conversa.
— Você chegou agora, fica mais Madah — Joy insiste, mas eu já estou decidida.
— Eu preciso saber o que está acontecendo. Falar com o Raphael sobre isso. Me desculpem, mas tenho que ir agora. — Pego minha bolsa, lutando contra as lágrimas que querem cair.
— Tudo bem — Maristela diz suavemente. — Mas não se preocupe com isso querida
Dou um beijo rápido no rosto de todas, saindo em direção ao meu carro. Entro no meu Porsche Cayenne preto, sentindo o calor dos bancos caramelo ao meu redor, mas o conforto do carro de nada adianta.


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