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Uma noite, uma vida romance Capítulo 8

GISELE NARRANDO:

A vida na Cidade do México não foi fácil no começo, mas encontrar um lugar para morar foi o primeiro passo para recomeçar. Eu queria algo barato, afinal, precisava economizar ao máximo. Depois de algumas semanas de busca, encontrei um apartamento em uma villa simples, com várias kitnets homologadas, formando um pequeno condomínio. Não era o bairro mais bonito, mas era seguro, tranquilo, e o aluguel cabia no meu bolso.

O proprietário só pediu um aluguel adiantado e a chave estava em minhas mãos, era pequeno, mas tinha tudo que eu precisava para começar. Ao entrar, era possível ter uma visão completa, com uma cama de casal encostada na parede, um guarda-roupa modesto ao lado, na cozinha, uma geladeira pequena, um fogão de quatro bocas e uma máquina de lavar no canto, bem ao lado da pia.

Era prático, tudo ao alcance da mão, mas o espaço era apertado. A sala tinha apenas um sofá de dois lugares e uma mesa de centro gasta pelo tempo. O que me chamou a atenção foi o tamanho das janelas: grandes e arejadas, deixando a luz do sol iluminar o ambiente durante o dia, o que ajudava a tornar o lugar mais acolhedor.

Do lado de fora, no quintal, havia um varal compartilhado com os outros moradores. Era ali que todos penduravam suas roupas ao sol, um espaço simples, mas útil. O ambiente parecia familiar e reconfortante, apesar de ser bem diferente da casa dos meus pais e da villa que morei a vida toda. Mesmo assim, me senti aliviada por ter um lugar para chamar de meu.

Decidi que a primeira coisa a fazer, seria pintar o apartamento.

O cheiro de tinta era forte, e eu não esperava que fosse tão cansativo. No meio da pintura, comecei a me sentir mal, com uma leve tontura e o coração disparado. Me sentei no chão, respirando fundo até me sentir melhor. Sabia que eu precisava ir com calma, mas a ansiedade de ter tudo pronto me fazia querer correr com as coisas. Afinal, havia um bebê a caminho, e eu teria que estar com tudo pronto para quando ele chegasse.

Depois de um dia inteiro de pintura, finalmente o apartamento tinha uma nova cara. Era simples, mas limpo e aconchegante. Aos poucos, comecei a comprar o que faltava: mobília de cozinha, roupas de cama e, claro, as coisinhas do bebê, que tive a confirmação, seria mesmo um menino.

CAPÍTULO 8 1

CAPÍTULO 8 2

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